quarta-feira, 11 de março de 2015

Dilma reage falando de rosas e espinhos em meio a um baita incêndio




Crédito da ilustração: catracalivre.com.br

Nazistas e comunistas soviéticos (sic) chegaram ao poder seduzindo as massas com seus discursos salvacionistas e redentoristas.

No poder, vimos depois campos de concentração e gulags, prisões horrendas, mortes e desespero.

Nada como exemplos nas extremidades opostas para ver no que vai dar essa coisa de fazer a cabeça das massas para tirá-las da alienação.

O discurso se insere, necessariamente, no âmbito da Democracia, nos debates entre opostos, enfim na construção da civilização.

Outra coisa é outra coisa: é alienação, é doutrinação, é dominação, é a substituição (se me permitem) de uma alienação por outra. É a anti-democracia na sua essência.

Por alguma razão que só a des-razão sustenta, em nostra america se vulgarizou, à esquerda, que todos os “regimes” populistas estão coesos, são amiguinhos e estão irmanados na luta contra os EUA, o capital internacional (sic), a direita, os fascistas, os nazistas, as “zelites” e sabe-se lá quantas mais coisas.

Será ? Bem, vamos fatos.

Venezuela

Há coisa 2 meses e meio, se tanto, postei no Facebook algumas situações pelas quais os hermanos da Venezuela estavam passando, graças e obra aos equívocos administrativos de Hugo Chaves.

Foi o que bastou para que um hermano brasileño, esquerdista/petista, soltasse todos os cachorros que estavam presos em sua mente, acusar-me de um sem-número de coisas , muitas vezes contraditórias, e se inserir no largo grupo que já me deletou do Face.

Dá uma preguiça danada responder a gente que pauta sua vida na religião e no misticismo (fé e crendices). Deixa pra lá.

Venezuelanas que necessitam comprar absorventes de contrabandistas e famílias que nem conseguem abastecer a casa de papel higiênico falam por si só.

Mensalão

A eclosão do escândalo em 2005 levou o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva a empurrar o problema para “as oposições”, para o tal do PIG e para “essas coisas invisíveis”, como cantaria Vinicius de Moraes.

Tudo isso sob aplausos, hurras e vivas de companheiros e correligionários, tal qual aquelas menininhas britânicas que gritavam, choravam, desmaiavam e mijavam nas calcinhas a cada aparição dos quatro rapazes de Liverpool.

Adiantou não. O STF, cuja maioria fora apontada pelo próprio PT, e tendo como relator Joaquim Barbosa, que não apenas foi apontado por Lula, mas como já afirmou e reafirmou ter votado no sapo barbudo e em Dilma Rousseff, condenou todo mundo, num julgamento claro e transparente, mesmo que criticável sob certos aspectos como, por exemplo, o uso do “domínio do fato” e aquela história de “dinheiro público”.

Dilma

A ótima, correta e honesta Dilma Rousseff tem sido alvo de uma saraivada de críticas, desde a primeira hora, muitas delas desonestas e estúpidas.

As feministas, em geral, têm acusado “os machistas, os sexistas e os misóginos” de detestarem Dilma Rousseff pelo simples fato de ser ela mulher.

Não tenho nenhuma simpatia por esse tipo de discurso. Pra mim ele se insere na mesma categoria do discurso do meu desafeto citado acima.

Discursos carimbados e slogan são minimalismos. Coisas de gente que, incomodada frente as agruras da vida, logo trata de empurrar as suas incompetências e inaptidões para o outro. É uma forma de sobrevivência.

Dilma Rousseff é o tipo de pessoa com pavio curto e de pouca paciência com as bobagens que as pessoas dizem.

No geral, embora possa parecer prepotência, esse comportamento é saudável... mas nem sempre.

Do alto do elevado posto que ocupa, Dilma deveria ser mais transparente e ouvir mais, e muito especialmente, as críticas que, justas ou injustas, sempre são muito melhores que o puxa-saquismo e o babaovismo.

Mas ao contrário. O que ela faz é se “fechar em copas”, responder pouco, dar escassas entrevistas e não dialogar com a sociedade.

Isso é uma catástrofe para sua imagem e preocupante para o futuro de sua administração, como já anotaram gente (de esquerda) como Kotscho, Santayana, o cara de O Cafezinho, Azenha e outros tantos.

Como a gente vê, esse tipo de crítica não parte da direita ou dos conservadores (como queira), pois essa gente quer que a presidente se enrole cada vez mais, e caia o mais breve possível.

Isso, não precisa dizer, coloca, necessariamente, que o seu pronunciamento do último domingo foi uma catástrofe extraordinária, cuja magnitude vamos medir no próximo domingo, 15 de março.

Enquanto o bairro todo está pegando fogo, Dilma fala de rosas e espinhos.