domingo, 22 de fevereiro de 2015

Lava Jato começa a deixar até careca de cabelo em pé


Crédito da foto: ultimosegundo.ig.com.br

Se muita gente não percebeu, e muita gente não deve ter percebido, até porque a maioria não percebe nada, o noticiário acusatório ao PT e à Dilma do escândalo da Petrobras deu uma arrefecida.

Muita gente ficou agastada com as minhas postagens no Facebook e aqui no afalaire por conta do noticiário sobre o Lava Jato que impactava diretamente na gestão Dilma Rousseff, no PT e no Lula.

São os/as apressadinhos/as de sempre. Gente que parece ter dificuldades sexuais, e que dessa dificuldade faz a razão de toda a sua precária existência.

Ou, para ser mais ameno, gente que não leva a sério o dito popular “nada como um dia após o outro” ou, ainda, o “apressado come cru” (o comer aqui não tem nenhuma conotação sexual, por favor).

Dilma faz o que se espera que ela faça: enquadrou mais de 2.000 funcionários da estatal petroleira e manteve – mesmo sob fogo cerrado à esquerda e à direita - José Eduardo Cardozo na pasta da Justiça.

O insosso Cardozo é um exemplo acabado do mesmismo à direita e à esquerda: ora é bandido, ora é herói.

No momento é bandido à direita e herói à esquerda. Até dias atrás era exatamente o inverso.

São a nossa burrice e a nossa insânia de todo santo dia-a-dia.

Fazer o que? Estamos no Brasil, onde se caga e se mija mais do que se pensa e se raciocina.

Dia desses alguém, à direita, disse que nenhum presidente cuidou de investigar os malfeitos da Petrobras. Com esse ninguém estava querendo dizer a ”turma do PT” - Lula e Dilma.

“Meia lua inteira”. É verdade que FHC (PSDB) e Lula da Silva (PT) fizeram ouvidos moucos à bandalheira.

Dilma não... foi fundo, no velho estilo “duela a quien duela”.

Um avanço sensacional.

Falando em Lula, boa parte da militância petista (os/as mais fanáticos/as) está contando com a volta do sapo barbudo em 2018.

Volta não! E se voltar perde a eleição.

Mas voltando à responsabilização dos petistas pela bandalheira na Petrobras a crítica só se esqueceu de um detalhe: foi FHC quem “flexibilizou” as licitações da estatal petroleira e quem abriu as portas para a esbórnia geral.

Mas as pessoas só enxergam aquilo que querem enxergar. O resto são irrelevâncias.

Na sanha acusatória reprimida por ora restam os três cavaleiros do apocalipse de Veja – Setti, Reinaldo e Nunes – e alguns mervais de O Globo.

O restante parece já ter percebido que falou bobagens demais e tratou de puxar o freio de mão da carruagem acusatória.

 “Nada como um dia após o outro” ou, ainda, o “apressado come cru”.

“Antes tarde do que nunca”, para ainda ficarmos na “sabedoria popular”.

Como a água acusatória está descendo mais rápido do que sobem as águas das represas de São Paulo, voltaram com a carga toda as mentiradas sobre o enriquecimento de Lula e de Lulinha, a velhíssima história do confisco da poupança, os cânceres e outras baboseiras criminosas do gênero.

Elementar que isso fosse acontecer.

Se a realidade teima em nos desmentir, partamos para a ficção.

Deveríamos ser todos escritores ou pelo menos roteiristas de filmes de Holywood.