quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Restam a desesperança e o desespero


Crédito da foto: www.epochtimes.com.br

O momento mais trágico do segundo governo Dilma Rousseff está para começar, neste pré-pré-carnaval e deve se estender por todo “tríduo”: um a um todos os ministros de Estado serão chamados para um tête-à-tête com a presidente para ouvir o que já sabem: o tamanho do corte no orçamento de cada pasta.

Se a “solidão apavora” está “tudo demorando em ser tão ruim” (C.V.). O Brasil deve amanhecer outro na quarta-feira de cinzas, numa ressaca monumental.

Paralisado desde antes da eleição em outubro, em recessão técnica (o que quer dizer recessão mesmo), o País caminha para um acirramento de confronto entre o governo e a oposição, apoiada, a esta altura, por uma imensa massa de descontentes.

Nem os velhos “companheiros” têm mais coragem de sair em defesa do governo, a não ser alguns espertalhões que ainda veem nos cofres públicos uma forma de subsistência.

O corre-corre nas entreparedes dos ministérios em Brasília é imenso. Os ministros e seus assessores sabem que está “tudo demorando em ser tão ruim” (C.V.). Restam-lhes discursos vazios e inverossímeis.

O tal mercado

Crédito da foto: luciliadiniz.com
Embora exista uma controvérsia imensa a respeito, a arte de mercadejar surgiu no mundo há cerca de 9 mil anos, na antiga Assíria, um reino acádio semita do alto rio Tigre, no norte da Mesopotâmia, onde hoje se localiza o Iraque.

De lá para cá, nada de novo sob o sol, a não ser o fato de o Capitalismo, nascido na Europa por volta do século 16, ter incorporado o mercado como o seu primado básico, o seu Deus Rá.

Mas antes outra controvérsia: se o “novo” sistema surgiu no porto de Veneza (Itália) ou ao longo do rio Ruhr (Alemanha).

Não se sabe ao certo e neste momento isso importa pouco.

Importa que o Socialismo dito científico (marxista) não entendeu a História e desprezou os ensinamentos da velha arte nômade, para a qual só vende garrafas quem tem para vendê-las, e não se compra coisas as quais não se pode pagar.

É do francês Antoine Lavoisier (17434-1794), bem mais recente que os antigos assírios, a acuradíssima observação  “na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”.

Outra lição não aprendida nesta Grande Nação Tupã dos dias de hoje, que periga, e não demora muito não, a nos obrigar a comprar camisinha ao módico preço de 2 mil reais, como ocorre neste momento na Venezuela, que também parece não ter dado ouvidos aos velhos sábios nômades.

Estão querendo desnacionalizar a Petrobras e destruir a Grande Nação Tupã?

É provável que exista num naco de verdade – oportunista – nesta história. Que aventureiros queiram lançar mão da estatal brasileira do petróleo.

Mas o que há de verdade mesmo é um descompromisso com a ética, com o respeito a um patrimônio público, com a solidez das finanças pátrias.

Trata-se de uma conta salgada, a qual todos os filhos de Tupã serão obrigados a pagar daqui para diante.

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