sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

PETROBRAS: não se destrói uma grande empresa assim



A Petrobras é uma baita empresa. Até os idiotas sabem disse. E uma grande empresa não se destrói por meia dúzia de patacoadas que andaram fazendo dentro dela, especialmente nestes últimos 10 anos.

A pergunta que deve ser feita é a quem interessa o afundamento do Titanic (em inglês, por favor) petroleiro do Brasil.

A ninguém!

Nem tanto por esse babosal nacional-esquerdista - “o petróleo é nosso”, que asneira! –, mas simplesmente porque se trata de uma das maiores empresas petroleiras do planeta e que, apesar das lacunas, tem tecnologia de ponta, gera emprego de montão e um bocado de recursos públicos, via impostos.

Enfim, viver sem ela, hoje em dia, é quase impensável.

Nem me convence esse “vai e vem” na Bolsa de Valores, embora isso possa ser pelo menos um indicativo do “humor” do mercado.

Mas isso, na prática, quer dizer o que? Literalmente nada!

Ou melhor, quer dizer alguma coisa para os especuladores de plantão, que compram ações na baixa para vender na alta, e ganhar um montão de dinheiro sem arredar a bunda da cadeira.

Sem lastro

O que pega mesmo hoje é que a estatal brasileira do petróleo está sem lastro para captar recursos no exterior (que é de onde vem a grana mesmo, porque, por aqui, necas de pitibiriba), o que quer dizer paralisia total de seus investimentos em implantação e/ou em expansão de projetos.

No meio deles o pré-sal, o qual eu não estou lá muito convencido de ser isso tudo que o “sapo barbudo” andou trombeteando por aí que seria.

O que poderia ser uma boa notícia para a Petrobras hoje - o preço do barril do petróleo voltou a disparar no mercado internacional – não muda a ordem das coisas.

O Brasil não exporta petróleo, pelo contrário, e o preço não muda e nem desmuda a (não) capacidade da petroleira em captar recursos no exterior.

Ficamos tudo como dantes no quartel de abrantes.

Vamos supor

Pois então, e se a petroleira brasileira, que já está há muito tempo e em parte em mãos da iniciativa privada, fosse de vez privatizada, para desespero dos dinossauros nacionalistas?

Mudava em que?

Em pouca coisa.

Ia diminuir o número de emprego? Periga até aumentar.

Ia diminuir a arrecadação de impostos? Nadica de nada.

Ia estancar a corrupção de grassa (sem trocadilhos, por favor) lá dentro? Periga até aumentar.

Ia diminuir o preço da gasolina (hoje a 16ª mais cara do planeta)? É provável.

Vai, Dilma!

De correto e previsível é que Dilma Rousseff não vai dar esse mole para as oposições.

Já não está dando mole para o Partido do Trabalhadores, que, tendo à frente o “sapo barbudo”, quer que tudo fique como está para ver como é que fica no futuro, por que daria para seus inimigos viscerais?

O futuro de Dilma, a sua honra e a sua dignidade não pertencem a ninguém, nem a Deus, no qual ela nem acredita.

Pertencem apenas a ela mesma.

Acha que ela vai dar esse mole? Vai dar não. Nem ao Tinhoso.

Dilma é Dilma e estamos conversados.

Vai, Dilma (apesar das cagadinhas que anda fazendo)!

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