quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

O Brasil vai quebrar (?)



A tese de que o Brasil está às portas de uma quebradeira total é tão plausível como acreditar que os bebês nascem trazidos por cegonhas ou que o Sol gira em torno da Terra.

É obvio que quem espalha esse tipo de notícia alarmista são os robots do PSDB e do DEM, e de quebra gente saudosa da ditadura.

O resto, o que comumente se chama de “coxinhas”, apenas segue em manada, repetindo aquilo que eles não entendem e nem têm capacidade de entender.

Para o bem e para o mal o Brasil é a sétima economia do mundo. Países que estão entre as 15 maiores economias do Planeta passam longe da possibilidade de uma quebradeira.

Talvez o México (14ª) e a Espanha (13ª) não estejam exatamente numa situação confortável.

Mas da Coréia (15ª) para cima a situação, apesar dos apertos, é mais ou menos confortável.

México e Espanha estão pagando caro por entrarem de cabeça nessa história de neoliberalismo, e por “acreditarem” piamente que o tal do mercado daria conta dos seus problemas.

“Quem aqui faz, aqui paga”.

Aos coxinhas, no entanto, é preciso dar um desconto. É gente criada no todinho, no sucrilhos; gente que quase não anda de ônibus e ainda frequenta aquelas escolas caríssimas onde Ruy Barbosa, Sartre e Marx nem passam pela calçada.

Eles vão pra lá aprender como vencer na vida sem muito esforço, passear em Miami, comprar roupa de grife e burlar o fisco. É a tal da meritocracia.

Vá lá que a economia brasileira não anda muito bem das pernas. Há problemas na agricultura, na indústria, no comércio e nos serviços.

Vá lá que a economia deve crescer este ano – como vem ocorrendo desde a metade do segundo governo de Lula – aos módicos 2% a.a.

Mas isso é novidade? Desde regime militar, após o fim do milagre econômico, que o País anda nessa toadinha.

Exceção para os primeiros anos do governo Lula, menos por mérito do sapo barbudo, e mais pela conjuntura econômica internacional, com a explosão do “milagre chinês”, que já faz água, e da hiper valorização das commodities.

Só que esse tempo já era.

O que Dilma Rousseff tem de fazer é manter a rédea da economia “duela a quien duela“, gostemos ou não.

Dilma já fez uma coisa boa ao acabar com aquele quéquéqué internacionalista de Lula, que queria dar pitacos até na crise do Irã.

Deu em nada, e de quebra ainda perdeu o pouco protagonismo que o Brasil tinha na África (toma, bicudo!).

Sem nenhuma segunda intenção ou sub-leitura (se não as feministas vão ficar furiosas), o que Dilma está fazendo é arrumar a casa, que os arroubos populistas de Lula desarrumaram.

Tá bom demais.

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