sábado, 7 de fevereiro de 2015

Números do DataFolha são arrasadores para Dilma Rousseff



Se faltava ainda alguma coisa no calvário da presidente Dilma Rousseff não falta mais. A pesquisa DataFolha divulgada neste final de tarde de sábado destrói o pouco de esperança, se é que esperança ainda havia, de que parte da população brasileira houvesse comprado a versão petista de que todo o imbróglio da Petrobras não passa de um conluio entre a imprensa, a direita nacional e o capital especulativo internacional.

Nem chocante é o fato de a presidente ter sido considerada péssima por 44% dos entrevistados, o que quer dizer 44 em cada 100 pessoas, ou praticamente a metade da população brasileira.

Está certo que este é o pior índice já registrado por um presidente em inicio de mandato. Mas frente à saraivada de denúncias, com o PT cada vez mais dividido, com a militância desmobilizada e com o seu nome cada vez mais próximo ao epicentro do escândalo esperar outro resultado seria sonhar com anjos.

Há um número que parece bom – “principais problemas do País” – mas que no bojo dos acontecimentos também é ruim. Segundo os entrevistados, o principal problema do Brasil, neste momento, é a saúde (26%), seguido mais ou menos de perto pela corrupção (21%).

E por que o número é ruim? Porque apesar de todos os esforços do governo federal, o Mais Médicos, o controverso programa que trouxe centenas de médicos estrangeiros, especialmente cubanos, não convenceu a população.

Mas a pancada mais forte vem da vinculação de seu nome com o escândalo da Petrobras: 52% acreditam que ela sabia e deixou acontecer e 25% que sabia, mas não podia fazer nada para evitá-lo.

Acima temos a sua responsabilização direta pela corrupção, e em seguida a sua incompetência em combatê-la. Os números somados chegam a 77%. Um assombro!

Para coroar o calvário dilmista, 82% entendem que a corrupção prejudica a Petrobras, a menina dos olhos do nacionalismo brasileiro desde Getúlio Vargas.

O que era orgulho passa a se transformar em vergonha, por responsabilidade do Partido dos Trabalhadores e da presidente da República.

Seria prematuro dizer que a partir da pesquisa deste sábado Dilma Rousseff não governa mais, ou não tem mais condições de governar o País, abrindo assim todas as portas para ser investigada e, quem sabe, sofrer o impeachment.

Tudo vai depender de outras pesquisas que se seguirão, de como os seus adversários vão explorar os números, de como a imprensa irá se comportar daqui para a frente, de como o PT, acuadíssimo a esta altura, vai reagir, se irá reagir, e, muito principalmente, de como a população brasileira vai enxergar esse novo momento da presidente Dilma Rousseff.

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