segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Os EUA não são fáceis não




Narendra Modi e Barack Obama se abraçam – foto AP/Globo

Após mais de uma década de estagnação econômica os Estado Unidos estão voltando com tudo.

Embora nem o próprio governo esperasse por isso, no segundo trimestre de 2014 o país cresceu mais de 4%. O índice deve se repetir no último trimestre de 2014.

Deve (no futuro) pois as “contas” dos países demoram quase um trimestre inteiro para serem fechadas.

Isso quer dizer que o grande irmão do Norte, a principal economia do mundo, volta a crescer com consistência, o que é bom pra todo o mundo.

Muita gente se incomoda com isso, especialmente certa esquerda que não estudou direito.

Cuba

Na esteira dos acertos com Cuba, a administração Obama não está dando chance para o azar, e está jogando para escanteio países como o Brasil que aplicaram uns caraminguás na ilha caribenha.

Aos cubanos interessa muito mais um acordo com os EUA do que com outros países, entre eles, o Brasil.

Mais de 80% dos jovens cubanos apoiam a abertura econômica e a volta das boas relações com os norte-americanos.

Índia

Agora Barack Obama foi dar uma voltinha na Índia, onde anunciou a bagatela de US$ 4 bilhões em investimentos e empréstimos.

É dinheiro pra danar.

Só para se ter uma ideia, o PIB indiano é da ordem de US$ 4,4 trilhões. Ou seja, o raid que os norte-americanos dão no país corresponde a 10% do PIB local.

Hoje, a Índia é a 10ª economia mundial, e se as previsões estiverem corretas o país deve ser a terceira economia do planeta, em 2050, apenas atrás dos EUA e da China.

E também, a título de comparação, o seu PIB deve ser pelo menos cinco vezes maior que o brasileiro, em 2050, que, segundo as mesmas projeções, será o quarto do mundo daqui a 16 anos.

A Índia é um país peculiar, para além dos seus complexos sistemas religioso e social: tem enormes reservas naturais, um sistema de educação sofisticado e entrou de cabeça na era da informática, o que lhe garante certa liderança no mundo.

E os EUA não iriam deixar passar isso batido, posto estar a Índia estrategicamente localizada, em meio caminho entre o Ocidente e a Ásia.

Reformas

Obama minimizou as escaramuças bélicas internacionais. Preferiu recompor os problemáticos sistemas de educação e de saúde, e de quebra recuperar a liderança mundial, ameaçada pelos chineses.

Para quem achava que o Capitalismo estava morto, eis a resposta de Obama e da economia norte-americana.

Sonhar é sempre bom, mas manter um olho aberto é melhor ainda.

Obama está fazendo isso; já nós continuamos pensando em algum tipo de revolução socialista, justo nós que ainda sequer chegamos ao Capitalismo de verdade.

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