sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

O casamento por amor é uma grande idiotice


Crédito da ilustração: pt.wix.com

Lê-se na imprensa, hoje, que Kim Yo-jong, a irmã caçula do ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un, se casou no ano passado (notícia fresquinha, fresquinha!) com Choe Song, filho de Choe Ryong-hae, o número 3 do regime comunista.

(Não vá se perder com os nomes, que são esses mesmos).

Belo casamento. É por aí mesmo: casamento é um contrato social – nem sempre passado em cartório – que une pessoas com interesses e ideais comuns; dinheiro, poder e afinidades.

O resto é conversa fiada de gente romântica.

Sou a favor de todo tipo de casamento, menos os casamentos por amor entre homem x mulher, mulher x mulher, homem x homem.

Isso quase sempre termina em confusão, muitos com uma porção de filhos no meio, dívidas, raiva, desesperos e ódios.

A relação entre dois parceiros / duas parceiras se divide em quatro momentos: (1) o encantamento; (2) a paixão; (3) o amor; (4) o desencanto.

Melhor que o desencanto viesse logo após o encantamento, assim a humanidade evitaria grande parte das escaramuças em que está metida desde sempre.

Casamentos

Os casamentos arranjados são os melhores. É boa também essa história do dote (que o pai da noiva tem de dar ao noivo) e da obrigatoriedade de o noivo ter recursos suficientes não apenas para dar sustentação ao “lar” (arghhhhhh) como à prole que certamente fará parte dele.

Veja lá:

Casamento arranjado

Há uma grande variedade, dependendo de fatores culturais, nas regras sociais que regem a seleção de um parceiro para o casamento. Há uma variação no quanto a seleção de parceiros é uma decisão individual pelos próprios parceiros ou de uma decisão coletiva por parte de seus parentes, existindo uma variedade das regras que regulam quais parceiros são opções válidas.

[Em muitas sociedades, a escolha do parceiro é limitada às pessoas de grupos sociais específicos. Em algumas sociedades, a regra é que um parceiro é selecionado do próprio grupo de um indivíduo social (endogamia). Este é o caso de muitas sociedades baseadas em classes e castas. No entanto, em outras sociedades um parceiro deve ser escolhido de um grupo diferente do que o dele (exogamia). Este é o caso de muitas sociedades que praticam religiões totêmicas, na qual a sociedade é dividida em vários clãs totêmicos exogâmicos, como a maioria das sociedades aborígenes australianas. Em outras sociedades, uma pessoa deve se casar com seu primo, uma mulher deve se casar com o filho da irmã de seu pai e um homem deve se casar com a filha do irmão de sua mãe - este é normalmente o caso de uma sociedade que tem uma regra de “rastreamento” de parentesco exclusivamente através de grupos de descendência patrilinear ou matrilinear, como entre o povo Akan, da África. Outro tipo de seleção de casamento é o levirato, em que as viúvas são obrigadas a casar com o irmão do seu marido. Este tipo de casamento é encontrado principalmente em sociedades onde o parentesco é baseado em grupos de clãs endogâmicos.

Em outras culturas com regras menos rígidas que regem os grupos dos quais um parceiro pode ser escolhido, a seleção de um parceiro de casamento pode exigir um processo em que o casal deve passar por uma corte ou o casamento pode ser arranjado pelos pais do casal ou por uma pessoa de fora, uma casamenteira.

Um casamento pragmático (ou 'arranjado') é facilitado por procedimentos formais da família ou de grupos políticos. Uma autoridade responsável organiza ou incentiva o casamento; eles podem, ainda, contratar uma casamenteira profissional para encontrar um parceiro adequado para uma pessoa solteira. O papel de autoridade pode ser exercido por pais, família, um oficial religioso ou um consenso do grupo. Em alguns casos, a autoridade pode escolher um par para outros fins que não a harmonia conjugal.

Em algumas sociedades, desde a Ásia Central até o Cáucaso e a África, ainda existe o costume de sequestro da noiva, em que uma mulher é capturado por um homem e seus amigos. Às vezes, isso inclui uma fuga, mas outras vezes depende violência sexual. Em épocas anteriores, o rapto era uma versão em grande escala do sequestro da noiva, com grupos de mulheres sendo capturadas por grupos de homens, às vezes na guerra. O exemplo mais famoso é o Rapto das Sabinas, que forneceu às primeiras esposas aos cidadãos de Roma.

Outros parceiros de casamento são mais ou menos impostos a um indivíduo. Por exemplo, a herança da viúva obriga a viúva a casar com um dos irmãos do falecido marido, tal arranjo é chamado levirato.] (wp).

Tipos de casamento

Portanto, se você está se metendo com essa história de se casar, se liga aí.

Pense direito, e antes veja os tipos de casamento que rolam pelo mundo, nas diversas culturas:

[A sociedade cria diversas expressões para classificar os diversos tipos de relações matrimoniais existentes. As mais comuns são:

Casamento aberto (ou liberal) - em que é permitido aos cônjuges ter outros parceiros sexuais por consentimento mútuo

Casamento branco ou celibatário - sem relações sexuais

Casamento arranjado - celebrado antes do envolvimento afetivo dos contraentes e normalmente combinado por terceiros (pais, irmãos, chefe do clã etc.).

Casamento civil - celebrado sob os princípios da legislação vigente em determinado Estado (nacional ou subnacional)

Casamento misto - entre pessoas de distinta origem (racial, religiosa, étnica etc.).

Casamento morganático - entre duas pessoas de estratos sociais diferentes no qual o cônjuge de posição considerada inferior não recebe os direitos normalmente atribuídos por lei (exemplo: entre um membro de uma casa real e uma mulher da baixa nobreza)

Casamento nuncupativo - realizado oralmente.

Casamento putativo - contraído de boa-fé, mas passível de anulação por motivos legais.

Casamento religioso - celebrado perante uma autoridade religiosa

Casamento poligâmico - realizado entre um homem e várias mulheres (o termo também é usado coloquialmente para qualquer situação de união entre múltiplas pessoas)

Casamento poliândrico - realizado entre uma mulher e vários homens, ocorre em certas partes do Himalaia.

Casamento de conveniência - que é realizado primariamente por motivos econômicos ou sociais.] (wp)

Sentiu a barra? Então é melhor você mudar de ideia.

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