domingo, 14 de dezembro de 2014

Petrobras é o garrote a asfixiar Dilma Rousseff



Pessoas de pouco senso e parca inteligência costumam reagir atacando raivosamente os adversários. É o que está acontecendo neste exato momento com o imbróglio da Petrobras.

E pelo visto essa agonia, ou o aperto do garrote no pescoço de Dilma Rousseff, vai se manter por muito tempo.

Se pessoas assim, cegadas pelo ódio, e de pouco juízo, tivessem um pouco de bom senso e parassem para pensar por 2 minutinhos que fosse, iriam perceber que a situação da presidente, às portas de seu segundo mandato, é dramática.

Um bom começo para se posicionar frente ao problema seria ler o texto “Tempos Estranhos”, no jornal O Globo, do insuspeito Luís Fernando Veríssimo http://oglobo.globo.com/opiniao/tempos-estranhos-14797048.

Mas essa gente raivosa poderia também atentar (já seria um avanço) para a montagem da equipe econômica do segundo governo Dilma Rousseff.

Se forem capazes de ligar o lé com o cré, o tico com o teco vão perceber que uma coisa está umbilicalmente ligada à outra.

Ziguezague

Antes que se siga é justo que se diga duas coisas:

- uma coisa: há sim um interesse na desnacionalização do petróleo brasileiro, e na partilha da sua exploração com multi ou transnacionais do setor;
- outra coisa: há sim uma profunda “crise” de honestidade na empresa, que se não começou no governo petista, nele se perpetuou, agravando-se (vide Veríssimo).

De gente do PT a Marina Silva (ex-PT, diga-se) passando por parte considerável da imprensa, técnicos, engenheiros, observadores internacionais e etc. e tal há um clamor para que a atual diretoria da estatal seja toda ela defenestrada.

Isso quer dizer o que? Que Maria das Graças Foster, a presidente, é desonesta ou pelo menos fez vistas grossas à bandalheira?

Não! Graças Foster é uma técnica, uma administradora eficiente e correta, apenas está no olho do furacão, e não deu conta da apascentá-lo a tempo.

A sua saída poderia parecer uma capitulação de Dilma Rousseff frente às pressões, mas não é não.

Dilma já defenestrou outros colaboradores tão ou mais próximos que Foster ao primeiro sinal de desmando ou de fragilidade.

Pré-Sal

No centro do epicentro do furacão está o pré-sal, e aí, forçosamente, há que se incluir na história o ex-presidente Lula da Silva.

O ex-presidente jogou pesadamente todas as suas fichas no pré-sal, exatamente num momento em quem o seu modelo de inserção dos pobres na economia nacional começou a fazer água.

Jogou errado, até porque desprezou décadas de pesquisa na bacia Amazônica, onde não apenas há muito petróleo, como também muito gás natural, há coisa de 2.700 metros de profundidade.

Ao largo de vermos aquela esdruxula pendenga entre Estados produtores (sic) e não produtores de petróleo, pendenga a respeito dos royalties, temos algumas coisas relevantes a ponderar aqui:

- o Brasil não têm esse domínio tecnológico todo para a exploração das jazidas naquela profundidade marinha e naquelas hostis condições naturais (aliás, ninguém tem, nem mesmo o Reino Unido);
- a inversão do apurado com a exploração do petróleo na Educação e na Saúde é apenas um sonho, uma possibilidade, cujo tempo para a sua efetivação é de difícil mensuração, podendo descambar tranquilamente para um pesadelo;
- há um perigo real de contaminação da plataforma marinha brasileira (isso quer dizer desastre ambiental), quer seja pela exploração em si, quer seja por eventuais acidentes que venham a acontecer (e que devem acontecer, se o projeto seguir adiante).

Não ponderar essas coisas todas é pura estupidez. É coisa de gente fanática que não enxerga um palmo na frente no nariz.