sábado, 22 de novembro de 2014

Os modinhas politicamente corretos são chatos pra cacete


Crédito da foto: O Estado de São Paulo / Arquivo

A mais nova modinha entre os bem pensantes norte-americanos é que não se pode chamar as mulheres (feministas) e os negros (ativistas raciais) de “companheiras/companheiros”.

Então tá então. Não vamos chamá-los de nada.

Mas não demora nadica de nada e a modinha chega loguinho, loguinho ao Brasil. Afinal, nossos modinhas politicamente corretos nada mais são que espelhos mal ajambrados de tudo que acontece, se diz e se fala nos EUA.

Tudo que é bom para os Estados Unidos, é bom para o Brasil... já ouviram essa frase, não ouviram?

Nessas listinhas que pululam pelas redes sociais, especialmente pelo Facebook, com aquelas famigeradas relações dos tantos ou quantos filmes imprescindíveis de serem visto por conta de alguma coisa, em destaque Do the Right Thing / Faça a Coisa Certa, Spike Lee (1989).

 Seria um libelo, uma espécie de bíblia cinematográfica contra o racismo ou antirracismo (tanto faz).

Sinto lhes dizer, minha companheira, meu companheiro, que vocês assistiram ao filme errado.

Se assistiram ao certo, não entenderam nada. Tentem de novo.

Do the Right Thing é um das críticas mais ácidas e contundentes ao comportamento do negro norte-americano frente ao racismo e aos racistas.

Não subestima o enorme racismo embutido na fala e nos jeitos dos carcamanos (palavra pejorativa, não é mesmo?), mas não dá tréguas às bobices politicamente corretas do movimento negro norte americano, que nos enfiou goela abaixo, por exemplo, essa idiotice de afrodescendência.

Muito a propósito, o jornal O Estado de São Paulo (http://cultura.estadao.com.br/noticias/literatura,livro-reconstitui-historia-de-jimi-hendrix-com-suas-declaracoes-e-entrevistas,1596277) publica hoje matéria (clique no link acima) sobre a autobiografia de Jimi Hendrix

Eis um exemplo exemplar (a redundância é proposital, viu companheira e companheiro) de uma vítima da chatice politicamente correta do movimento negro norte-americano, mais especificamente do Black Power.

Jimi Hendrix foi um músico espantoso, extraordinário. O mundo, musical ou não, sequer chegou perto, até agora, do mundo que Jimi Hendrix com muita força, determinação e uma baita criatividade criou nos anos 60.

Mas antes de tudo Jimi Hendrix era um hippie, não um ativista pelos direitos civis (sic) norte-americano.

Foi o que contou para ser intimado pelo Black Power para explicar porque não se engajava diretamente na luta dos “irmãos”.

Como assim não se engajava?

O que Hendrix fez pela cultura norte-americana e mundial o movimento negro norte-americano não fará pelos negros de Chicago nem em 1.000 anos.

E de minha parte continuo eu de nariz torcido contra esses bobismos, essas modinhas, e continuo chamando a presidentE Dilma Rousseff de presidentE, assim com E maiúsculo no final, especialmente agora que ela ameaça levar Kátia Abreu para o Ministério da Agricultura.

Ave Jimi Hendrix!