terça-feira, 18 de novembro de 2014

Carta de Vila Madalena



Os diversos movimentos sociais e entidades reunidas em São Paulo na busca de uma análise sobre a conjuntura pós-eleitoral em linhas gerais compreenderam que as pautas de direitos humanos saíram extremamente enfraquecidas em razão da nova composição do Congresso Nacional e da Assembleia Legislativa, fruto de um debate pobre e despolitizado ocorrido durante as eleições de 2014.

Este fato nos remete a uma tarefa premente de manter processos de articulações entre os movimentos sociais e buscar ampliar ainda mais os diálogos e estratégias de unidade para que possamos além de compreender a conjuntura, construímos agendas comuns para pautar nossas bandeiras ao Governo Federal eleito em situação complexa dentro do cenário internacional e nacional.

Entendemos ser fundamental que os movimentos, grupos e coletivos que atuam em prol dos direitos humanos possam aproveitar este momento para amplas reflexões políticas, para que possamos somar estratégias comuns de ação e desde já entendemos que a reforma política e a defesa do sistema nacional de participação social são bandeiras que imediatamente devemos nos engajar e se articular com os processos construídos.

Compreendemos que devemos construir processo de comunicação alternativos as mídias oficiais que representam a pauta das elites e mantermos acesa nossa chama de luta pelos direitos humanos estar nas ruas a partir de ações coordenadas.

Por fim declaramos que os cidadãos Paulistas e Paulistanos militantes dos Movimentos Sociais em defesa dos Direitos Humanos repudiam as manifestações de ódio contra a população pobre, negra e nordestina expressos nas redes sociais por correligionários do candidato derrotado à presidência da República Aécio Neves. 

Compreendemos que os milhões de nordestinos que vivem em todo território nacional, sejam respeitados na dignidade e cidadania   o povo brasileiro é detentor do direito democrático da escolha política para optar por projetos que atendam seus interesses. 

Aproveitamos para repudiar qualquer manifestação pública de apologia à intervenção militar contra a democracia constitucional, compreendemos que muitos deram suas vidas para que pudéssemos hoje exercer nossa cidadania, levantar essa bandeira é não reconhecer a violência tortura e morte daqueles que lutaram por uma sociedade mais justa, os cidadãos brasileiros não permitem esse desrespeito aos torturados pelo regime militar e a mais esse retrocesso.”

Assinam

Coletivo de Saúde Mental e Direitos Humanos do ABC e Região
Frente estadual Antimanicomial
Instituto popular de Educação em Direitos Humanos – IPEDH
CMDCA Osasco
Lideres Comunitários e de Movimentos Sociais

Informe: Esse coletivo de reuniu no Sindicato dos Psicólogos que fica na Vila Madalena, por isso no nome de: Carta de Vila Madalena, mas que esse coletivo reuniu todas as regiões de São Paulo, desde o interior com Sorocaba, região do ABC, entre outras regiões da cidade como Zona Norte, Central, Sul e Leste e Guarulhos.


Os furacões são machistas e o PT quer derrubar a petista Dilma Rousseff da Presidência


Crédito da foto: www.metsul.com

Há alguns anos as feministas estrilaram por que (?) os nomes de furacão são sempre femininos.

O mais famoso deles foi o Katrina, que devastou News Orleans, nos EUA, afetando, indistintamente, mulheres e homens, meninas e meninos, velhinhas e velhinhos.

Ocorre que não são. Os furacões, como todos os fenômenos da natureza, têm nomes técnicos e para consumo da plebe rude um recebe nome masculino e o seguinte, feminino, e assim sucessivamente.

Por coincidência, mas apenas por coincidência, alguns dos furacões mais violentos e devastadores do Golfo do México, do Caribe e adjacências eram exatamente aqueles que tinham nomes femininos.

Gente que não tem o que fazer procura pêlo em casca de ovo e algumas vezes até encontra.

Queda de Dilma

Crédito da foto: veja.abril.com.br
A nova modalidade de paranoia da praça (brasileira) dá conta de que Dias Tofolli, em conluio com Gilmar Mendes, está perpetrando um golpe para apear a feminista e petista Dilma Rousseff da Presidência da República.

Como homem gosta de perseguir a mulherada!

Mas justo o Tofolli, peixinho do Lula da Silva, querendo derrubar a Dilma?

Com a anuência do chefe e guru?

Esses homens, viu?

A tese é tão estúpida e esdrúxula que até dá uma preguiça danada de acompanhar todo esse qué qué qué.

Meu São Genaro, ou melhor, meu São Judas Tadeu, que diabo é isso?

Será que as pessoas já perceberam que estamos numa República?

Eu já estou até careca (e estou careca mesmo) de lembrar à massa ignara esse simples detalhezinho da vida cotidiana do Brasil.

Lembrá-la de que numa República os poderes são independentes, que as leis funcionam, que a Constituição federal está em vigência, essa patacoada toda.

Mas vamos ter de conviver com isso por um bom tempo.

Até que apareça em algum outro canto da Terra um novo furacão com nome feminino ou que uma nova paranoia se instale em terras tupinambaras.

Guenta, então! Quem mandou?

SE LIGA! Como a imprensa está comendo o cérebro do brasileiro


Crédito da ilustração: blogs.lainformacion.com

A editora Abril está se esforçando – há anos – um bocado para destruir o cérebro do brasileiro.

E não estou falando necessariamente da revista Veja. Boa parte dos seus colunistas, tipo Mainardi (que não está mais), Reinaldo Azevedo e Augusto Nunes (este é até um bom jornalista) é formada por farsantes, que nem acreditam muito no que dizem, apenas são regiamente pagos para dizer.

É uma forma de viver, assim como a dos assassinos de aluguel. Uma profissão.

Também não entro muito na onda da demonização do Olavo de Carvalho, o filósofo (sic) que para muita gente é o guru dessa gente toda de direita.

Não é não! É outro farsante, gente de poucas luzes, e que escreve mal pra cachorro.

O caso dos coxinhas pedindo intervenção militar e a volta da ditadura no País desnuda essa farsa toda: Azevedo, Carvalho e até Lobão ficaram putos da cara com essa sandice.

Se fossem realmente reaças e de direita endossariam essa patacoada. Não endossaram, muito pelo contrário.

Mas voltemos à editora Abril e à sua síndrome da ameba Naegleria fowleri que come cérebros, provoca infecção fatal nas meninges, afeta o sistema nervoso central e leva a vítima a óbito.

Boa parte dos coxinhas já morreu... apenas não sabe disso.

O papelzinho sujo melhor acabado da editora dos Civita é feito pela revista Caras, um amontoado de sandices alienantes.

Pra que você não se esforce muito e não tenha de ficar pesquisando muito vá até o site da Caras e veja uma importantíssima matéria sobre a atriz (sic) Jennifer Lawrence e seu mau hálito.

É uma matéria capaz de alterar a órbita de Terra, desvendar todos os mistérios do buraco negro e ainda fazer o índice Bovespa subir para a estratosfera.

Na realidade, é isso que os coxinhas leem, afinal o paraíso fica na Flórida, e é detestável viver no Brasil, um país sujo e quente, cheio de índios e pretos.


Como viver por aqui? Que horror!

Overdose

E falando em quentura, índios e sujeira, vou lembrar do coxinha Cazuza (esse mesmo no qual você está pensando) que numa entrevista a uma revista que não existe mais (mas que também era coxinha) classificou Manaus, a capital do Amazonas, como uma cidade feia, suja, com um teatro no meio (o soberbo Teatro Amazonas), cercado por índios fedidos por todo lado.

Não se iluda com os seus ídolos. Eles não apenas morrem de overdose, como também de falar besteiras em excesso.

Quem também colabora um bocado com a coxice é a Folha de São Paulo com suas matérias estúpidas e idiotas sobre ricos & famosos, especialmente se esses R&F forem norte-americanos, e artistas (sic) de Hollywood.

Quem acompanha muito bem essas idiotices amébicas é o jornalista Carlinhos Brickmann, que tem uma ótima coluna no Observatório da Imprensa.

Ele meio que se especializou em divulgar (e criticar acidamente) esse bobajal todo.

Não por acaso, óbvio, 100 a cada 100 coxinhas quer morar em Miami, uma das cidades mais feias dos EUA, com umas praias pavorosas, um índice de criminalidade nas alturas e com um dos sistemas carcerários mais podres e violentos daquele País.

Violento e corrupto, num sistema carcerário todo ele corrompido pela corrupção capitalista.

Os coxinhas, que tanto amam Miami, deveriam assistir a uns bons documentários que pululam nas TVs pagas.

Vão cair de costas. Ou, como é de se esperar, achar que os documentários foram pagos com o dinheiro do Mensalão do PT ou com a farta e sobrante grana de Cuba ou com os lucros da PDVSA.