terça-feira, 11 de novembro de 2014

FELIZ 2018 - O ano que já começou


FELIZ 2018 - O ano que já começou

Já disse por aqui e em outros locais que o próximo candidato do Partido dos Trabalhadores (PT) – e provável presidente do quadriênio 2019-2022 – será necessariamente um homem.

Pois a campanha já começou dentro do próprio partido e em seu redor. E Dilma nem se apossou da cadeira estofada do Planalto pela segunda vez ainda.

Um desrespeito. Há quem veja um desrespeito duplo, pois parte do Partido (partido) lança Lula à sucessão, e o sapo barbudo não estaria querendo embarcar nessa barcaça.

Conversa mole. É o que Lula mais quer: voltar ao Planalto.

Parte do núcleo duro do PT tinha nomes. Tinha, pois o nome de Padilha escafedeu-se e não vai dar sinal de vida pelos próximos 1.000 anos.

Sobra Haddad, o bom moço bonito. Bonito e eficiente.

Contra ele rema outra corrente histórica do PT. Ontem, o gaúcho Tarso Genro disse que o nome do partido para 2018 deve ser de outro partido.

Durma-se com um barulho desses.

Beija-mão

O cerne da história está na economia, nos ministérios ligados ao desenvolvimento e nos penduricalhos financeiros, como o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal.

A luta está ali para definir que entra na festa ou não.

Sarney, Collor, Itamar, FHC, Lula e Dilma sempre andaram de braços dados com o mercado financeiro e os especuladores internacionais.

Tudo como Dantes do Quartel de Abrantes.

Mais que demolir o paulistério, o que Tarso e sua galera estão propondo é deslocar a área econômica do lugar onde ela está desde que Lula da Silva assumiu pela primeira vez: Universidade de São Paulo.

Com os antecessores ela estava nas mãos dos cariocas da FGV.

Mudou nadica de nada de um governo para o outro.

A não ser o rímel governamental. A pele do rosto continuou, e vai continuar, a mesma.

Haddad

O prefeito de São Paulo leva o maior jeitão: o maior jeitão de sair candidato e de vencer a eleição em 2018, apesar da turma do Tarso.

Foi massacrado enquanto ministro da Educação. Saiu de mocinho, já que fez um trabalho excepcional. Hoje até os seus detratores de então lhe beijam os pés.

Entrou de baixo de porrada na Prefeitura de São Paulo. Em menos de 2 anos já mudou a cara da cidade, enfrentou as máfias “sem medo de ser feliz” e os seus detratores de então já começam a lhe beijar os pés.

Vai longe o moço.

É gente bonita, jovem, culta, de boa cepa, honesta e competente.

Querem mais o que?

Quem povoa os meus mais terríveis pesadelos


Credito da foto: uipi.com.br

Tem gente festejando mais uma quebra de recorde da safra de grãos brasileira.

Não interessa aqui a numerologia em não sei quantas toneladas.

Interessa a safra e o festejo.

Duas figuras sempre povoaram os meus pesados: homens de terno e gravata, e mulheres que falam aos berros.

Fora da cama fujo dessa gente.

Crédito da ilustração: www.ovosmexidos.com.br
Gente que festeja que o Brasil quebra, ano a ano, o recorde da safra de grãos acaba de entrar nessa listinha. Quero essa gente bem longe de mim.

Fico melhor a lado das plantas e dos animais derribados e destruídos pelo avanço da agricultura e da pecuária Brasil a dentro.

Fico ao lado das centenas de povoados que estão desaparecendo neste interiorzão pelo avanço da agricultura e da pecuária Brasil a dentro.

Fico lado das milhões de pessoas que ainda migram, acossadas que estão pelos recordes de grãos.

Fico ao lado da cultura tradicional que está desaparecendo para dar lugar às oleaginosas, tratores e óleo diesel, do avanço da agricultura e da pecuária Brasil a dentro.


Fico ao lado dos índios, dos ribeirinhos, dos quilombolas, das gentes pobres que continuam pobres com muita dignidade, sim senhores e sim senhoras, mesmo acossados e humilhados pelo avanço da agricultura e da pecuária Brasil a dentro.


Essas gentes todas não me dão pesadelos. Muito pelo contrário. Me dão prazer e muita felicidade.