segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Qual é o problema de 3 jovens correrem nuas pelas ruas de Porto Alegre?




Que a polícia tente prender as três jovens que correram nuas pelas ruas da capital do Rio Grande do Sul até se entende.

Afinal essa idiotice de “atentado ao pudor” está no código civil brasileiro, e sujeito a punições.

A Era Vitoriana teima sem não sair de cartaz, principalmente em países hiper conservadores como o nosso.
 
Que a sociedade reaja como está reagindo, no meio delas muito “cabeça boa de esquerda”, aí já é um pouco demais.

Dá vontade de tirar umas férias pelos próximos 65 anos, e ir para Marte.

E se fossem senhores gorduchos?

A sociedade ocidental (e digo sociedade ocidental por toda a experiência libertária que o Ocidente passou nos séculos 19 e 20) parece ainda viver numa adolescência pré-vitoriana, anterior aos experimentos exacerbados dos anos 50/60 e parte dos 70 (movimento hippie etc. e tal), momento de contestação radical dos costumes, de liberdade sexual, da experimentação com drogas e do convívio coletivo.

Teimamos na caretice, no conservadorismo, e não adianta colocar a culpa na religião, no cristianismo ou no judaísmo, que a moralidade ocidental tem pouco ou nada a ver com elas.

Há religiões mais conservadoras e radicais, mas, no entanto, muito mais permissivas moralmente.

Bem mais imoral (se é que tem alguma coisa de imoral em jovens saudáveis e bonitas correrem nuas pelas ruas de Porto Alegre) é o salário mínimo brasileiro, que apesar dos avanços nos três governos petistas continua indecoroso e estúpido.

Bem mais imoral é a promiscuidade do judiciário com as elites brasileiras, sistema este, o judiciário, que sim mereceria uma ampla reforma.

Bem mais imoral é o poderoso mecanismo de preconceito que assola o Pais desde seu nascedouro, ora penalizando os índios, ora os negros escravizados, ora os italianos, essa raça porca, ora os japoneses, e por hora nordestinos, pardos e pobres em geral.

Observatório da Violência debate políticas de segurança pública no Maranhão



Será realizado hoje (10), no Teatro da Unidade de Ensino Superior Dom Bosco (UNDB), às 17h30, o lançamento do Observatório da Violência. Iniciativa articulada por operadores do direito, militantes de direitos humanos e acadêmicos, o Observatório objetiva analisar informações relativas a mortes violentas para subsidiar a elaboração de políticas públicas.

O evento de lançamento contará com a realização das palestras "Pedrinhas S/A: o negócio da violência e a violência do negócio", a ser ministrada pelo historiador e professor da Universidade Federal do Maranhão, Wagner Cabral Costa, e "Alternativas Penais à Prisão e Segurança Pública", a ser proferida pelo juiz Douglas de Melo Martins.

A proposta de criação do Observatório da Violência foi debatida em reunião realizada dia 14 de outubro. No encontro estiveram presentes o promotor de justiça José Cláudio Cabral Marques, coordenador do Centro de Apoio Operacional do Controle Externo da Atividade Policial; os juízes Douglas de Melo Martins e Fernando Mendonça; os defensores públicos Antonio Peterson Leal e Heider Silva Santos; e os advogado Igor Martins Coelho Almeida e Joisiane Gamba, da Sociedade Maranhense de Direitos Humanos.

O promotor de Justiça José Cláudio Cabral explica que, dentre os objetivos específicos do Observatório da Violência, está o de produzir estudos e indicadores da situação, considerando as diversas dimensões do problema. "As parcerias com instituições de ensino superior serão feitas através de convênios que preveem a criação de grupos de pesquisa", complementou.

O promotor de justiça esclareceu, ainda, sobre a natureza da iniciativa. "Será criado o 'Instituto Observatório da Violência', com personalidade jurídica de Associação, com princípios semelhantes aos do 'Instituto Sou da Paz'", ressaltou. (Redação: CCOM-MPMA)
Debates:

1) "Pedrinhas S/A: o negócio da violência e a violência do negócio" – Wagner Cabral da Costa

2) “Alternativas Penais à Prisão e Segurança Pública" – Douglas de Melo Martins.

Hoje, 10/novembro/2014, às 17:30
 
Teatro Maria Izabel Rodrigues – UNDB (Av. Colares Moreira, Renascença).

(Com informações de Zema Ribeiro para dialogossmdh)