quarta-feira, 30 de julho de 2014

Como o mercado financeiro quer vencer a eleição presidencial em 2014


Crédito da ilustração: aaapucrio.com.br

A consultoria de investimentos Empiricus diz que o Brasil vai acabar se a presidente Dilma Rousseff vencer a eleição presidencial este ano.

O verbo usado foi esse mesmo: ACABAR.

A afirmação se insere em qualidade e em intensidade nas previsões de um ex-presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) vaticinando que 500 mil empresários deixariam o País caso Lula da Silva vencesse Collor de Mello.

Ou que o Brasil quebraria caso Lula da Silva vencesse José Serra (como venceu).

Goste-se ou não do PT, de Lula da Silva e de Dilma Rousseff qualquer sujeito que tenha quatro neurônios funcionando sabe perfeitamente que não se trata de previsões e análises (sic) que se devam levar a sério, mas peças de contrapropaganda.

O caso Santander também entra nesse contexto.

As análises das pesquisas eleitorais – e aí se é obrigado a incluir os jornalistas da grande imprensa – também caem na mesma mesmice anti-petistas.

Não se trata de análises, mas de torcida contra - goste-se ou não do PT, de Lula da Silva e de Dilma Rousseff para entender isso.

Pesquisas

Pesquisas pontuais – realizadas apenas em determinados Estados – estão a apontar por estes dias um crescimento nos índices da presidente Dilma Rousseff, como uma que saiu hoje, e que tem como palco o Estado de Minas Gerais, onde nasceu e fez sua carreira política o tucano Aécio Neves.

É preciso, no entanto, ver se isso é uma tendência e se as pesquisas nacionais vão apontar para a mesma direção.

Se for isso mesmo a oposição estará ferrada e o PT, pela primeira vez, poderá vencer uma eleição presidencial no primeiro turno.

Aeroporto

Com a candidatura de Eduardo Campos (PSB) estacionada feito um carro velho abandonado na beira da estrada, a oposição fica refém do tucano Aécio Neves, que, a esta altura do campeonato, parece ter sido abatido pelo aeroporto de Cláudio (MG).

Parece estranho que em plena era dos drones, dos mísseis de longa distância, dos aviões que voam de costas e a pouco metros do chão, mas o correto é que o voo de Neves foi abatido por um campo de pouso asfaltado no interior mineiro.

Que ele possa se reerguer dessa... que ninguém duvide, pois na vida tudo é possível até o impossível.

Mas apesar dos esforços da mídia, que trata o caso com um pudor de virgem crente, Aécio Neves não ajuda em nada, pois não consegue responder a perguntas elementares sobre o terreno, sobre o tal do aeroporto, sobre se já usou ou não a pista de pouso.

Desse jeito não adianta todo o esforço da Veja e de seus blogueiros (até porque ninguém mais os lê mesmo) de livrar a sua cara.

Garrincha

Voltando um pouco ao início do texto e relembrando a tirada de Garrincha às instruções do técnico Feola, no mundial de 58 na Suécia, quando o mercado financeiro faz previsões catastróficas como as citadas acima, e acrescenta que a presidente Dilma Rousseff, certeza, certeza, vai perder a eleição deste ano, é de se perguntar: “já combinaram com os russos?”.

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