quinta-feira, 12 de junho de 2014

Quando as pessoas nos decepcionam


Crédito da foto: noticiascatolicas.com.br

Quando Joaquim Barbosa foi indicado por Lula da Silva para o STF todo mundo levava a maior fé. A escolha foi festejada com certo exagero, e houve até quem dissesse que Barbosa seria o primeiro juiz negro no Supremo.

Não era! Era o quarto.

A sua escolha para a relatoria da AP 470 (Mensalão do PT) foi festejada por petistas e vista com desconfiança pelos adversários do partido e inimigos do já não mais presidente da República.

Barbosa reverteu todas as expectativas. Irritou petistas e apoiadores, para quem virou um demônio de carne e osso; e foi guindado (o que no Brasil é uma perigosa recorrência) ao posto de moralizador dos costumes e de justiceiro das pessoas das quais não gostamos.

O hoje (ainda) presidente do STF é figura influente nas eleições deste ano. Em São Paulo ele supera inclusive a influência de Lula da Silva.

Mas São Paulo é São Paulo e estamos conversados.

Tanto fez o menino pobre de Paracatu, que subiu na vida por seus próprios esforços, que em sua coluna de hoje o insuspeito Josias de Souza (UOL/Folha de São Paulo) disse que o ministro não vai se aposentar do Supremo, mas “ter alta”.

Realmente o que Barbosa fez esta semana, expulsando o advogado Luiz Fernando Pacheco, de José Genoíno, do plenário da Casa, é caso de loucura mesmo.

É um atropelo do Estado de Direito. Um devaneio megalomaníaco de Barbosa.

Parecia que estávamos de volta à Roma Antiga.

Um assombro!

Claro que os coxinhas adoraram mais esta presepada.

Mas os coxinhas são os coxinhas e estamos conversados.

Tempo houvesse, Barbosa poderia ser processado e impichado. Mas ele resolveu correr antes pra Miami. Mas ainda há tempo para ele aprontar mais algumas.

Mas que eu levava a maior fé no Joaquim Barbosa, ah... isso eu levava.

Mas seo Barbosa!!!

Tucanos depenados

Outro cara pelo qual eu tinha o maior respeito, por incrível que pareça, era José Serra.

Tinha!

Candidato à Presidência da República por duas vezes Serra se emaranhou em dossiês, ataques pessoais e em teses assombrosamente estúpidas, misturando crenças, fé, reacionarismo, violência e muito conservadorismo.

Uma decepção. Se bem que nunca votei na figurinha (e nem em candidato algum de seu partido).

Para não sair do ninho tucano outra decepção foi Fernando Henrique Cardoso.

Um baita intelectual e continuo defendendo ser ele o maior intelectual brasileiro vivo.

Ainda é um cara elegante, educado, boa cabeça e mantém-se como um pensador de ponta.

Mas foi um cagão como presidente da República.

Um frouxo. Um tíbio.

Cheguei a brigar como um amigo que queria me convencer a votar em FHC quando este foi candidato ao Senado lá pelos anos 80.

Já antevia que ele seria um político frouxo, como realmente foi.

Como presidente foi péssimo para a pobraiada em geral, especialmente para os índios brasileiros, justo ele que tinha um bom programa para a área indígena pensado e escrito pela antropóloga Lux Vidal e sua então esposa, Rute Cardoso (também antropóloga).

Vá lá que Dilma Rousseff também é uma merda para os índios, mas FHC como educador e como uma de nossas inteligências não poderia fazer o que fez com os índios.

Mas o merda fez.