segunda-feira, 2 de junho de 2014

Quem quis vender o País aos estranjas (?)



Nacionalistas, os militares brasileiros tentaram proteger a Amazônia com um projeto bastante contestado na época: o Calha Norte.

O Projeto Calha Norte é um programa de desenvolvimento e defesa da Região Norte do Brasil, idealizado em 1985 durante o governo Sarney, que previa a ocupação militar de uma faixa do território nacional situada ao Norte da Calha do Rio Solimões e do Rio Amazonas. Atualmente, é subordinado ao Ministério da Defesa do Brasil, sendo implementado pelas Forças Armadas.

Com 160 quilômetros de largura ao longo de 6,5 mil quilômetros de fronteiras com a Guiana Francesa, Suriname, Guiana, Venezuela e Colômbia, essa faixa abriga quase 2 milhões de pessoas e ocupa 1,2 milhão de km², uma área correspondente a um quarto da Amazônia Legal e a quase 15% da área total do país. O Programa, atualmente, atende a 194 municípios em seis estados, sendo que destes, 95 municípios ficam em área de fronteira.

O argumento usado para a implementação desse projeto é "fortalecer a presença nacional" ao longo da fronteira amazônica, tida como ponto vulnerável do território nacional. (WP)

Embora nascido no governo tampão do Sarney o projeto era eminentemente militar, e por atrás dele estavam não apenas a integridade do território nacional, como ainda as enormes riquezas naturais da região, especialmente gás e petróleo.

As esquerdas criaram o maior caso na época, e o PT somente foi reconhecer que estava equivocado nas suas críticas quando Lula da Silva chegava ao Planalto quase duas décadas depois.

O nacional-protecionismo durou todo governo Sarney e os parcos anos de Collor de Mello – quem não se lembra das espetaculares destruições de campos de pouso clandestinos na floresta tropical e da queima de drogas capitaneadas pelo próprio “caçador de marajás”?

A elite vendilhã brasileira botou Collor de Mello para fora, guindou ao posto-mór o insosso Itamar Franco, desde que a reboque viesse o príncipe uspiniano, Fernando Henrique.

Pronto! a mesa estava posta e farta para o butim internacional.

Nunca se vendeu o Brasil com tamanha desfaçatez quanto nos 10 anos em que a tucanada dominou esta Pindorama: telefonia, bancos, telecomunicações, educação, saúde – “A Privataria Tucana”.

Se a elite e a subelite brasileira são canalhas e só enxergam as gorduras do próprio bolso, mesmo que para isso seja necessário vender a própria mãe a um prostíbulo, o povaréu não é tão burro assim e substituiu o tucanalho pelo petismo, ou lulopetismo.

A re-arrumação proposta por Lula da Silva na “nova ordem mundial” obviamente desgostou EUA e quejandos, mas, igualmente e também, as elites e subelites nacionais, que perderam a hegemonia de continuar, sozinhas, saqueando as riquezas nacionais e explorando sem pudor o povaréu.

Oposição cerrada

Não se iludam. A oposição cerrada que os meios de comunicação fazem ao governo do PT tem quase nada a ver com o chulé do Lula ou com a inhaca do sovaco da Dilma Rousseff.

O que esse tipo de gente quer é que as riquezas nacionais voltem a ser de exploração exclusiva do capital internacional, cuja sede está em Washington.

É dela, dessa exploração, que as elite e subelite nacional vão descolar uns troquinhos para comprar os seus apartamentos em Miami.

Franciscanamente, as elites e subelite repetem, como um mantra, que é dando que se recebe, mesmo que recebam parcas migalhas que caem da mesa do capital internacional.

Mas elas querem mais do que isso?