domingo, 25 de maio de 2014

A copa do mundo vai começar. Sucesso retumbante?



E não é que vem aí a porra da copa do mundo?

Nunca gostei de copa do mundo (a do futebol). Ela já mudou de formato diversas vezes até chegar neste circão de 32 seleções, divididas (na primeira fase) em 8 grupos de 4.

Em 1958 (eu não tinha completado ainda 9 anos) até fiquei contentinho com a vitória na Suécia. Não me lembro de ter ouvido a narração de nenhum jogo (na época não havia transmissão pela TV assim como em 62). Neste mundial do bi, mais ou menos: mas já torcia meu nariz para o torneio.

De 66 para cá passei a torcer contra Brasil e só mais recentemente virei torcedor de ocasião da Argentina.

Pelo menos, devo reconhecer, a copa do mundo me trouxe 3 alegrias: em 82 e 86 quando ganhei apostas (“o Brasil não chega sequer às semifinais”, como não chegou) e o placar da copa de 98 (3 a zero para a França) num bolão.

Meu interesse por copa do mundo é tão precário que apenas adulto dei conta do tal maracanazzo (o Brasil perdeu a final para o Uruguai, em 50, por 2 a 1).

Nunca li nada a respeito.

Nacionalismo... uau!

Durante da copa de 2006 (Alemanha) eu prestava serviços para uma instituição para-pública (digamos assim) e vi um dia todo mundo lá dentro enfeitado de verde e amarelo. As moças (muitas nem tão moças assim) todas vestidinhas com camisetas apertadinhas da seleção.

Certamente para realçar os peitos!

Tive um ataque de riso, justo eu que há muito tempo perdi a capacidade de apenas sorrir.

Externalizações de patriotismos sempre me dão urticária e me enchem o corpo de furúnculos. Aliás, às portas de mais uma copa do mundo me apareceu mais um no pescoço.

Cirurgia a vista.

Dia desses um sujeito ficou bravo comigo numa rede social, pois eu, antes, havia ficado bravo com ele por conta de umas baboseiras que escrevera sobre a ditadura militar, o governo da Dilma e a Comissão da Verdade.

Para se defender ele falava em “minha pátria amada” e outras baboseiras do gênero.

Quase vomitei.

Brasilianas

A copa do mundo deste ano (mais uma vez no Brasil) pode não servir para muita coisa, mas pelo menos nos revelou a máquina de falar sandices que é o Aldo Rebelo, o comunista ministro dos esportes.

A Fifa deveria premiá-lo ao final do torneio: nunca, em tempo algum, alguém produziu tantas besteiras e sandices juntas e a um só tempo.

A Fifa acaba de revelar que o Brasil (leia-se, governo Lula da Silva) queria esta copa do mundo com 17 sedes.

Tudo pelo voto.

Ao invés de hostilizar a tal da “entidade máxima do futebol mundial”, como está fazendo, o brasileiro deveria homenagear a Fifa pelos bons serviços prestados ao bom-senso, impedindo essa malucagem lulista.

Por Lula é bem capaz que a copa do mundo deste ano tivesse umas 128 seleções.

Afinal, quem ganha?

Não tenho a menor ideia. As seleções são todas ruins. Ganhe qual ganhar que isso não vai fazer diferença alguma.

Ainda quando tinha paciência para ver os jogos da copa do mundo pela TV o que vi de interessante foi a seleção holandesa de 74, que, na final, dançou miudinho na frente dos alemães.

Pelo menos os caras eram todos meio doidinhos, corriam pra todo lado, marcavam gols espetaculares e se divertiam pra cacete.

Não tenho essa informação, mas não custa acreditar que após cada jogo os holandeses corressem para a concentração tomar cerveja e trepar.

Afinal pra que serve uma copa do mundo de futebol se não for pelo sexo e pelas bebedeiras?

Olhando por este prisma até dá para acreditar que a copa do mundo do futebol este ano no Brasil será um “imenso sucesso”.