sexta-feira, 11 de abril de 2014

No meu tempo não havia bullying?


Crédito da foto: http://educacao.uol.com.br

Havia sim e muito. Sempre houve. E todos os jovens, em maior o menor grau, são vítimas do bullying.

A palavra entrou na moda, importada dos EUA, mas não há novidade alguma nisso.

Nem no caso da garota agredida por colegas em uma escola de Limeira, na região de Campinas, no interior de São Paulo.

Esse tipo de agressão – contra meninas e meninos bonitas/bonitos – é uma constante.

As “razões” da agressão quase sempre são banais: beleza, inteligência, destaque, pobreza, histórico familiar.

O bom-mocismo reinante indica que medidas socioeducativas e um bom psicólogo podem resolver a questão.

Não resolvem. É preciso mais que isso: a sociedade e o Estado, por extensão, têm de ser mais duros como esse tipo de gente.

Passar a mão cabeça não vai resolver absolutamente nada. Estamos apenas criando seres antissociais que vão piorar conforme o tempo passe.

Um internauta, comentando a matéria na Folha de São Paulo, sugeriu que os pais dos agressores sejam criminalmente responsabilizados também.

Está correto. Esta é uma das minhas velhas teses.

Ninguém que é bem educado em casa – seja de que classe social for – sai praticando violência por ruas e escolas.

Há uma responsabilidade de pais, avós, tios etc. que não pode ser negligenciada. O resto é conversa mole modernosa.

Chegasse eu em casa – e cheguei uma vez – com uma cartilhazinha de matemática impressa em papel vagabundo, mas que não era minha, para ver o que acontecia.

A sociedade e o Estado, por consequência, andam negligentes demais.

Freud tem razão: a criança é um ser vil, desonesto e violento. O tempo pode melhorá-la, mas esse tempo implica numa sociedade mais vigilante que não dê espaço para a “feitura” de futuros desajustados sociais.