quarta-feira, 9 de abril de 2014

E Lula falou... mas disse?


Crédito da foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula

Lula da Silva concedeu, ontem, mais uma “entrevista coletiva” – deve ser a terceira ou a quarta – aos blogueiros (in) dependentes.

Um deles se entusiasmou e disse que se a "grande imprensa” não ouve Lula da Silva, os blogueiros ouvem.

Não se trata, no correto, de uma “entrevista coletiva”, mas mais de uma ação entre amigos.

Coletivo é coletivo e diz respeito a toda coletividade, no caso, toda a imprensa, mas mais uma vez não foi o caso.

E dizer que a “grande imprensa” ou o “PIG” – que seja – não quer ouvir o que Lula da Silva tem a dizer é de uma falsidade atroz.

Lula da Silva, Dilma Rousseff, Joaquim Barbosa e mais meia dúzia de gatos pingados se marcarem 12 entrevistas coletivas por dia todas elas estarão repletas de jornalistas.

Especialmente, no caso de Lula, num ano eleitoral, onde o PT corre sério risco de ser apeado do Palácio do Planalto, e, ainda, em meio ao escândalo/não-escândalo da Petrobras.

Fosse que fosse apenas para falar de Copa do Mundo e da performance do Corinthians em 2014 uma coletiva de Lula iria atrair Deus, o mundo e o fundo.

Não se está aqui querendo entrar nas minucias do que disse ou deixou de dizer Lula da Silva, do que perguntaram ou deixaram de perguntar os blogueiros (in) dependentes.

Essa coisa está bem mastigada nos blogues (in) dependentes, e , em parte, na própria mídia.

Está-se aqui falando dessa alegria infanto-juvenil, que por ser tão alegre distorce o real ao chamar o encontro de “entrevista coletiva” e ao afirmar, com todas as letras, que a tal da “grande imprensa” ou do “PIG” – seja lá o que for – não quer ouvir o que tem a dizer o “sapo barbudo”.