quarta-feira, 12 de março de 2014

O Brasil é um país muiiiiito sinistro



Não, não estou falando mais da tiazinha que se diz desempregada porque muita gente como ela chegou à universidade, e agora não consegue arrumar emprego devido à concorrência (ué, não estamos no Capitalismo, onde a concorrência é sinal de competência? Tá reclamando de que?) e agora convoca, com 50 anos de atraso, a segunda marcha com Deus e a família.

Também não estou falando de milicos aposentados que entre uma caixeta e outra, um truco e outro ficam pregando, a partir do Clube Militar, um golpe de Estado (aliás, dessa gente quem já devia ter cuidado era a presidente Dilma, a quem são subordinados. Aposentados ou na ativa a chefia geral desses caras é a presidenta).

Gosto mesmo, e é disso que tratar este texto, de jornalismo, de discurso, de ideologia e de suas implicações. Então vamos a dois textos/matérias pra lá de interessantes.

Hedonismo e estupidez

Em sua coluna do último dia 10, na Folha de São Paulo, a escritora, redatora e roteirista de cinema e televisão Tati Bernardi listou “As 20 profissões que mais comem mulher”.

Obviamente que ela não estava falando de antropologia e muito menos de antropofagia.

O comer era bíblico mesmo. O velho fuqui-fuqui.

Pra que? Os inteligentinhos saíram a campo, ou melhor, entraram nas redes sociais para achincalhar a escritora, pedir a sua cabeça, vomitar as suas insanidades e emporcalhar um pouco do que resta da inteligência nacional.

Será, ó Santo Deus, que a indigência intelectual e o semi-analfabetismo já afetam até gente que lê bons livros, se indigna com as injustiças sociais, milita em “prol” de alguma coisa?

Parece que sim. Pois não perceber o sarcasmo, a ironia ácida de Tati Bernardi já é caso pra psiquiatria.

PORRA! Ela estava ironizando mulheres como ela, inteligentinhas, militantes, bem vestidas, cheirosas, mas que abrem as pernas pro primeiro saradão que encontra pela frente, deixando no chão, junto com suas roupas, todo seu purismo esquerdo-pós-moderno, sem medo de ser feliz.

Eu mesmo conheço duas senhôras inteligentinhas e militantes que são casadas com homens das cavernas, grosseiros, rudes, mal educados, violentos.

Quer que dê os seus nomes?

Do não... porque você deve conhecer dois ou mais casos como esses.

O furico do Lúcio

Está fazendo o maior sucesso a matéria (uma série, na verdade) do jornalista Lúcio de Castro para a ESPN sobre a bandidagem quer rola solta na Confederação Brasileira de Vôlei.

O caso é tratado como “furo de reportagem”, como matéria investigativa da maior qualidade.

A louvação é tamanha entre coleguinhas e comentadores da internet que o jornalista chegou a chorar ao vivo no canal de TV. Típico.

Estou enganado ou ninguém percebeu (a Folha de São Paulo já falou disso) que o material é fruto de um dossiê preparado por Bernardinho (esse mesmo em quem você está pensando) para detonar os atuais dirigentes da CBV e proteger o bandidaço do Carlos Arthur Nuzman de quem Bernardinho é peixe, é protegido?

Vá lá que todos nós saibamos que neste país um cara desonesto é desonesto e muito cara honesto é tão desonesto quanto o cara desonesto que é desonesto por definição.

Mas precisamos ter uma população tão burra e idiota desse jeito, que consome qualquer merda de informação carimbada, desonesta e malandra sem perceber o que está por trás dela?

Que porra de País sinistro é esse?

Bem... de minha parte estou vazando: pode ser tanto para o Equador, quanto para o deserto do Atacama, quanto para o beiradão de um rio amazônico.

Tanto faz. Só quero me livrar desse bando de idiotas.

Quando eu for pra valer anuncio por aqui e nas minhas contas nas redes sociais: FUI!