sábado, 18 de janeiro de 2014

Campanha pró Genoíno coloca o Brasil burro de joelhos




Crédito da foto: Pedro França / Futura Press / sítio Terra Magazine. 

Entre as penas impostas a José Genoíno pelo STF está uma multa de R$ 667 mil. Uma campanha de petistas já arrecadou, até ontem, sexta-feira, R$ 660 mil.

Há ainda um quadro do artista plástico Ênio Squeff para ser leiloado para a campanha.

É provável que nem se precise dele.

Você leu, ouviu e/ou assistiu alguma coisa a respeito na “grande imprensa” (no PIG)?

NÃO! A menos que seja leitor da Folha de São Paulo, que tocou levemente no assunto.

Não leu, ouviu ou assistiu mas já deve ter sentido os ecos das indignações dos indignados de sempre: “bandido”, “bando de bandidos”, “quadrilheiros”, “verme” e todo o velho blábláblá rançoso do conservadorismo de direita brasileiro, aquele mesmo que acha que o País deve manter-se submetido aos interesses dos EUA e que o bom mesmo “era no tempo da ditadura”.

Lições não aprendidas

Como conheço política há um bocado de tempo e a história do Partido dos Trabalhadores desde o seu nascedouro tenho pra mim que o que apavora os rançosos é a capacidade de mobilização petista.

Quando na campanha da última eleição presidencial a coisa não andava lá muito “às mil maravilhas” para Dilma Rousseff, Lula da Silva não teve dúvidas: pediu para a “militância botar o bloco na rua”.

A história conta o resto.

Um cara de mentalidade mediana e tosca não consegue entender isso. Apenas teme o comportamento dessa gente diferenciada, pois sabe que com ela não se brinca.

Talvez alguém, no futuro, venha a escrever um bom texto ou até mesmo um robusto livro sobre todas as vezes que a militância do partido “botou o bloco da rua” e “virou o jogo”.

Não são poucas. Na verdade, são incontáveis.

O fator Genoíno pode ser um catalisador para a reeleição de Dilma Rousseff?

Não dá pra saber ainda, mas se a militância mantiver a mesma pegada até outubro bye bye oposição, bye bye PIG, bye bye rançosos e rancorosos.