sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

As pedrinhas maranhenses são as pedrinhas brasileiras



As torturas, os assassinatos e as decapitações no presídio de Pedrinhas, no Maranhão, não nos deveriam chocar tanto assim.

São práticas recorrentes nos presídios (e delegacias) brasileiros, e têm o olvido e/ou a aprovação nacional.

Afinal, bandido bom é bandido morto, dizem 9,75 entre 10 brasileiros diariamente.

O caos nos presídios brasileiros é antigo, se dá há décadas.

A reforma do sistema prisional brasileiro é uma das lutas mais caras dos movimentos de direitos humanos, esses caras – como dizem 9,75 entre 10 brasileiros diariamente – que “defendem bandidos”.

Empurrar a conta de Pedrinhas apenas para a família Sarney é de uma estupidez atroz.

Quando Gilmar Mendes foi presidente do STF (e do Conselho Nacional de Justiça) algumas “incertas” foram dadas em presídios brasileiros.

Estarreceu!

De lá para cá mudou o que?

Nada!

Bandido bom é bandido morto, dizem 9,75 entre 10 brasileiros diariamente, com cinismo e desprezo.

O caso de Pedrinhas será, logo, logo, suplantado pela próxima chuvarada, com seus deslizamentos, soterramentos e mortes.

Mas não se apavore não.

O carnaval está chegando.

Depois vêm a Copa do Mundo de Futebol e os protestos.

Mais tarde, as eleições – presidencial e estaduais.

E para fechar com chave de ouro 2014, o Natal, as férias e os fogos de artifício de Copacabana.

E os decapitados de Pedrinhas?

“Porra, ainda tá falando disso, cara! Esquece isso. Bandido bom é bandido morto” (dizem 9,75 entre 10 brasileiros diariamente).