segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

O ser humano não vale uma moeda de cinco centavos


Crédito da foto: cinema.uol.com.br

Nas mitologias religiosas o ser humano é inferior a deus ou aos deuses. E em quase todas elas há uma série de seres que se são inferiores a deus ou aos deuses, mesmo assim são superiores ao ser humano.

Para que não precisemos escarafunchar na religião alheia fiquemos com o cristianismo e seus anjos, querubins e serafins.

Até o malvado do diabo, do tinhoso, está acima de nós, pois, afinal, ele tem poder e eternidade.

Nós não temos nada. A não ser nossa vidinha medíocre e finita.

Um manifesto neonazista (da Alemanha Ocidental, à época), duas décadas, se tanto, após o fim da segunda guerra mundial, defendia que assim que um homem ou uma mulher se aposentasse, deveria ser morto/a (eutanásia social?), para que não se criasse um horda de inúteis que iriam apenas consumir o dinheiro da previdência social , e entulhar hospitais e casas de repouso (asilos).

Se pregavam isso, pregavam igualmente que crianças que nascessem com algum tipo de deficiência, mental ou física, devessem ser sacrificadas.

A ideia não é estranha, pois aparece em várias culturas, até entre alguns etnias índias das Américas.

A ideia que perpassa culturas distintas, em cantos distintos do Planeta, é que devemos buscar uma raça pura, forte e poderosa.

Ninguém parece ter perguntado pra que isso, se somos mortais, e depois de mortos não vamos dar mais as caras por aqui e nem vamos a lugar algum.

Desenvolvimento

Para além de estar presentes em culturas e em tempos diversos, a inutilidade e a finitude do ser humano impactam diretamente nos sistemas que têm como moto principal o desenvolvimentismo: a saber, o capitalismo e o socialismo científico, mais conhecido como marxista.

Também aqui não se pergunta pra que serve isso.

É uma pergunta perigosíssima essa, pois da pergunta pode-se chegar à resposta, e da resposta à insubmissão (coletiva): “pare o mundo que eu quero descer”.

Exploração cordial

Conheci um sujeito que se encantava com a maneira como alguns orientais, especialmente japoneses, chineses e coreanos, se comportavam durante o trabalho.

Boa parte dessa gente não pára para comer, mas come no próprio local de trabalho, enquanto trabalha.

Uma nojeira!

Fico imaginando a cara dos franceses para quem comer (e tomar vinho, naturalmente) é um ritual sagrado, e que leva um bom tempo para ser concluído.

Os meios de transporte de massa da Coreia acabam de adotar uma norma bastante esdrúxula: os condutores serão obrigados a usar aqueles fraldões geriátrico, evitando-se assim que parem para aquele xixizinho básico.

Outra nojeira!

Aparentemente o ser humano se adapta à tudo, até à exploração de outros seres humanos, e quase não se rebela, e quando se rebela, demora um bocado para fazê-lo.

Quer dizer, não se adapta a tudo: precisa, no mais das vezes, destruir a natureza e ter algum tipo de crença para poder sobreviver, para explorar e/ou para ser explorado por outros seres humanos.

Alguém já perguntou pra que tudo isso?

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