sábado, 27 de dezembro de 2014

Aécio recua e Veja ilude os petistas: c’est la vie, baby




Montagem sobre capa da revista Veja feita por militantes do PT: fala sério, vai!

Algumas, poucas, pessoas apostavam numa vitória de Aécio Neves (PSDB). A maioria, entre aqueles que não gostam do PT ou que com ele estão desencantados, apenas torcia.

Acostumado a acompanhar eleições presidenciais desde o retorno à Democracia, a assuntar as pesquisas eleitorais e a auscultar as ruas (que pra mim ainda é o melhor filtro), previ que o candidato tucano chegaria, no máximo, a 47% dos votos válidos. Chegou a 48,53%, o que não deixa de ser intrigante e um pouco surpreendente.

E em até 8/10 da apuração esteve à frente de Dilma Rousseff (PT), o que provocou festejos antecipados de seus correligionários e bajuladores, festejos esses que caíram na rede, e foram motivos de chacota.

Mas Aécio Neves parte de um patamar extraordinário, próximo ao desejável que são os 50% + 1 voto, para vencer em 2018.

Resta saber se chega lá, e se chegar, em que condições chega.

Agressividade e recuo

Mal terminou a contagem, Aécio Neves partiu para o ataque. Agrediu Dilma, o PT, Deus, o mundo e o fundo.

O fogo na fornalha do senador mineiro teve uma mãozinha de Fernando Henrique Cardosos, o ex-presidente. Mas isso tem outras razões que vão logo abaixo.

Espertamente José Serra e Geraldo Alckmin tiraram o pé no acelerador, e só não desembarcaram do carro, pois o PSDB é o único veículo que possuem.

São candidatíssimos à próxima eleição presidencial, mais Alckmin que Serra (este parece estar convencido que seu paviuzinho eleitoral já está no fim).

Mais ameno, mais cordato, mais estrategista, Aécio Neves diminuiu o tom da ira, passou a elogiar alguns programas do governo, e começou a se aproximar do PSB, que anda funcionando ultimamente como um durepox, nem sempre eficiente. Mas é o que se tem no mercado, pois o DEM já cheira a defunto velho.

Veja e FHC

A revista Veja acaba de divulgar um ranking no qual Aécio Neves aparece como o político de pior desempenho no Senado.

Pelos festejos dos petistas e esquerdistas em geral, parece mesmo que a Veja é a revista de maior credibilidade não apenas no Brasil, mas, quiçá, em todo o mundo.

A desatenção, a pressa e um bocado de ignorância costumam terminar numa mistura fatal. Você passa a acreditar em mula sem cabeça, saci pererê, curupira e em outros bichos mais. Pode provocar alucinação e até terminar em convulsões.

Veja não dá ponto sem nó, e muito menos morre de amores por Aécio Neves, para ela um Collor de Mello redivivo.

Mas na mesma proporção que não gosta do PT, adora o tucanato paulista que a ela (e a Abril em geral) sempre abriu o generoso cofre público.

E se as minhas anotação não estão equivocadas, Alckmin, Serra e FHC são a mais fina flor do tucanato paulista.

Daí que, apesar da euforia cegante, é preciso olhar com mais calma para o ranking da Veja. Quem sabe um oculista resolva?

E é aí que voltamos, necessariamente, a FHC e à fornalha.

Nada do que fez FHC foi feito aleatoriamente, sem querer, ou porque realmente acreditasse na retórica bélica de Aécio Neves, como uma espécie de tábua de salvação do tucanato, em 2018.

Acordem meninas e meninos: FHC buscou desgastar, assar Aécio Neves em fogo alto, e assim abrir estradas para o retorno de Geraldo Alckmin, de olho na labuta que vem em 2018.

Aécio Neves pede ser tudo, menos idiota. Pelo menos a irmã, Andréia, idiota não é. Empurrado para os braços daquela gente que pede, entre outras bobagens, a volta da ditadura, o senador mineiro refugou, caiu fora.

Tudo isso posto, voltamos à questão primária: Aécio chega lá, e se chegar em que condições?

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