sábado, 4 de outubro de 2014

Votar ou não votar, eis a questão


É supostamente de William Shakespeare a “ser ou não ser, eis a questão” / To be or not to be, that's the question.

Supostamente porque a frase não era original quando o bardo escreveu Hamlet.

E há outra faceta na história: para muitos estudiosos sequer Shakespeare existiu. Suas obras teriam sido obras de autores diferentes.

Bem, deixemos os sabidões de lado e sigamos em frente.

Há uma outra frase muito interessante: “de onde eu vim, para onde eu vou”.

Hedonismo da pesada.

Tenho a minha: “sou eu o mundo que está errado”. Provavelmente nenhum dos dois.

Ontem uma amiga estava reclamando de ter de votar amanhã.

Acha as filas de votação muito chatas e o voto inútil.

Tem lá um pouco de razão em ambos os casos.

Está em dúvida. Periga anular o voto, mas para presidente deve votar no Aécio.

É um direito. Nada a objetar. Ela está naquele grupo de odiadores do PT e dos movimentos sociais, tão hostilizados pela mídia conservadora, o chamado PIG.

Quem lê, vê ou ouve o que não deve não enxerga a nossa vã realidade direito.

Fazer o que?

Obrigatoriedade de votar. Eis uma questão sobre a qual não consigo firmar posição.

Há quem defenda que a obrigatoriedade é um arbítrio do Estado e que contraria a liberdade de escolha ou opção do cidadão.

Há quem defenda que desobrigar o cidadão a votar é um desserviço à democracia e à república, democracia e república que ainda não são sólidas por aqui, por esta grande terra de Tupã.

São típicos argumentos dupla face: uma ruim, outra boa.

Os conservadores, aquela galera de direita, são os defensores mais ferrenhos da não obrigatoriedade do voto.

Eles se espelham, obviamente, na prática norte-americana, naquele paraíso terreno de onde essa gente tirar a sua enorme sabedoria de churrascão na laje.

Tenho para mim, porém, no entanto, todavia, que adotada a não obrigatoriedade de voto, isso seria um tiro no pé exatamente da direita.

Esquerdista que é esquerdista não deixa eleição passar em branco. Vai a todas. Milita em todas, inclusive usando recursos próprios.

Esse aliás é o grande pavor dos políticos conservadores: a militância de esquerda, no caso brasileiro, a militância petista.

É essa gente que faz a diferença no dia da eleição.

Mas conservador que é conservador não pensa.

Não liga o lé com o cré. O tico com o teco.

É tão estúpida essa gente que chega, como no caso, a defender modismos que em última instância acabam por prejudicar a eles mesmos.

Fazer o que?


Não dá para comprar inteligência com cartão de crédito.

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