quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Conheça as causas de um dos ódios ao PT

Antes vou recuperar um breve texto que coloquei no Facebook hoje à tarde:

{AÊ... TAMO DE OLHO NA RIQUEZA DO PAÍS
Refém das elites, boa parte da classe média está às portas de derrotar um modelo de desenvolvimento que tirou mais de 50 milhões da miséria, diminuiu em mais de 50% a subnutrição, levou milhões de pobres à universidade, levou milhares de pessoas a estudar no exterior e inseriu definitivamente o País no cenário internacional.
Montada num moralismo arcaico e obtuso, a classe média não tem capacidade de entender que destruir esse modelo é fazer o País voltar à casa grande & senzala, onde os ricos de sempre vão usufruir das riquezas e dos recursos naturais, jogando a ela apenas as migalhas.
Ô gente burra da porra.}

Sigamos agora.

A partir do primeiro governo Lula, a Cultura passou a ser política pública pra valer.

Isso quer dizer o seguinte: o Estado passou a ser o fomentador da cultura.

Deixar tudo na mão da iniciativa privada, do mercado, é a morte certa dos pequenos artistas, grupos e pequenos produtores culturais.

Era exatamente isso que acontecia até Fernando Henrique Cardoso.

Um exemplo paralelo. Desavisados de todas as cores falam do extraordinário desenvolvimento da Coreia do Sul, como se esse extraordinário desenvolvimento – e é extraordinário mesmo – se devesse à iniciativa privada, ao neoliberalismo, enfim, ao mercado.

Besteira, coisa de gente desinformada ou desonesta.

A revolução tecnológica a Coreia do Sul se deveu aos investimentos maciços que o governo local alocou para C&T.  

Ninguém, nenhum País, se desenvolve sem dinheiro público, sem o dinheiro do Estado.

Os EUA?

Besteira. Sempre se teve muito dinheiro público na ciência e na tecnologia norte-americana.

As empresas players (alta tecnologia) até hoje dependem de investimentos do Estado.

Elas até hoje não pagaram esses investimentos e continuam tomando dinheiro do Estado das mais diversas formas e maneiras.

Voltando ao Brasil e à Cultura, essa é uma das revoluções propostas pelo Partido dos Trabalhadores.

Ainda há uma concentração de recursos (e demandas) no País?

Há sim, mas não se quebra os grilhões de 500 anos de exploração e de servilismo em mísera uma década.

E é exatamente aí que começa uma intensa demonização da política popular proposta pelo lulo-petismo.

O dinheiro que antes era todo filtrado para as manifestações culturais ligadas às elites, começou a escorrer também para as periferias e para as cidades médias e pequenas, e para o expontaneismo cultural.


Vocês acham que as elites iram deixar essa guinada barata?

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