terça-feira, 29 de julho de 2014

Precisamos voltar a Woodstock correndo. JÁ!




Crédito da foto: semioticas1.blogspot.com

Dia desses o idiota do Rodrigo Constantino (revista Veja) descobriu que o lendário Woodstock Music & Art Fair teve fins comerciais, ou seja, os seus organizadores queriam ganhar dinheiro com a festança de sexo, drogas and rock-and-roll, em Bethel, no Estado de Nova York (1969).

Poxa como a gente não tinha pensado nisso antes?

Como viver sem os brilhantismos constantinesco?

Caramba!

Vá... já que citamos Constantino, por que não continuar no seu nível cultural-informativo e esclarecer aos desavisados o que veio a ser Woodstock, usando o verbete da Wikipédia.

Coragem! Aguente sem vomitar!

[Woodstock Music & Art Fair (conhecido informalmente como Woodstock ou Festival de Woodstock) foi um festival de música realizado entre os dias 15 e 18 de agosto de 1969 na fazenda de 600 acres de Max Yasgur na cidade de Bethel, no estado de Nova York, Estados Unidos. Anunciado como "Uma Exposição Aquariana: 3 Dias de Paz & Música", o festival deveria ocorrer originalmente na pequena cidade de Wallkill, mas os moradores locais não aceitaram, o que levou o evento para a pequena Bethel, a uma hora e meia de distância.1

O festival exemplificou a era hippie e a contracultura do final dos anos 1960 e começo de 70. Trinta e dois dos mais conhecidos músicos da época apresentaram-se durante um fim de semana por vezes chuvoso, para 400 mil espectadores. Apesar de tentativas posteriores de emular o festival, o evento original provou ser único e lendário, reconhecido como um dos maiores momentos na história da música popular.

O Festival de Woodstock surgiu dos esforços de Michael Lang, John P. Roberts, Joel Rosenman e Artie Kornfeld. Roberts e Rosenman, que entrariam com as finanças, colocaram um anúncio sob o nome de Challenge International, Ltd., no New York Times e no Wall Street Journal ("Jovens com capital ilimitado buscam oportunidades de investimento legítimas e interessantes e propostas de negócios").2 Lang e Kornfeld responderam o anúncio, e os quatro reuniram-se inicialmente para discutir a criação de um estúdio de gravação em Woodstock, mas a ideia evoluiu para um festival de música e artes ao ar livre.2

Mesmo considerado um investimento arriscado, o projeto foi montado tendo em vista retorno financeiro. Os ingressos passaram a ser vendidos em lojas de disco e na área metropolitana de Nova York, ou via correio através de uma caixa postal. Custavam 18 dólares (aproximadamente 75 dólares em valores atuais), ou 24 dólares se adquiridos no dia.3 Aproximadamente 186.000 ingressos foram vendidos antecipadamente, e os organizadores estimaram um público de aproximadamente 200.000 pessoas.4 Não foi isso que aconteceu, no entanto. Mais de meio milhão de pessoas compareceram, derrubando cercas e tornando o festival um evento gratuito.]

Voltando

Gente como eu (até quem não foi a Woodstock, como não fui) costuma dizer que estamos ainda voltando do festival.

Isso quer dizer que estamos literalmente perdidos. Sem rumo e sem prumo.

O mundo pós-contracultura é literalmente um mundo estranho, esquisito, cheio de rodrigos constantinos.

“Eles venceram”, como cantou Belchior.

É um mundo estúpido, sem compaixão, com zumbis vagando por todo o lado.

Niilista. Hedonista.

Com uma juventude amorfa que não ousa nem não ousar. Apenas não ousa. Não faz nada.

Não se movimenta. Não se mexe.

Há muito perdemos a capacidade da indignação, da inventividade, de nos recriarmos a cada segundo.

Chico Buarque de Holanda disse, ano passado, que a canção morreu.

Não foi só a canção não. As utopias todas elas morreram.

E a juventude, que poderia ressuscitá-las, está nascendo toda morta.

Precisamos voltar a Woodstock correndo. JÁ!

Pelo menos nós, os velhinhos.

Um comentário:

  1. Um pequeno recorte: " Com uma juventude amorfa que não ousa nem não ousar. Apenas não ousa. Não faz nada. Não se movimenta. Não se mexe"... Discordo! Ainda que seja um convite à reflexão e sem dúvidas um ótimo texto... É preciso um olhar mais atento para as diferentes formas de manifestação da indignação...

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