terça-feira, 3 de junho de 2014

Fim de feira ou a inenarrável reviravolta petista


Crédito da foto: oglobo.globo.com

Um bocado acossado pela entrevista bombástica em junho de 2005 para a Folha de São Paulo, do petebista Roberto Jefferson, o Partido dos Trabalhadores viveu um monumental inferno astral, que veio a ser agudizado com a candidatura de Dilma Rousseff à sucessão de Lula da Silva.

O ódio às esquerdas, o ódio aos petistas – que foram incluídos nos 3 Ps: Pretos, Pobres, Putas e Petistas -, o ódio aos programas sociais, o ódio à ascensão das classes mais pobres. Era um saladão. Uma sopa temperada a ressentimentos e despeitos.

Quem resistir há de? Poucos! Só os de firme caráter e convicção.

Nunca neste País a corrupção foi tão escabrosa. Ou melhor refazendo a frase: o Brasil nunca teve corrupção, nem sabia o que era. Foi o PT quem – no poder – a inventou e a levou aos píncaros da existência humana.

E o País só podia ir de mal a pior, pois passava a ser presidido por uma mulher – veja a que descalabro chegamos! -, que além de mulher fora guerrilheira, comunista e subversiva.

A chegada do Mensalão ao STF era aquela pá da cal que faltava para o escorraçamento dessa gente diferenciada do palco da vida política nacional.

Assim pensou-se, assim foi feito.

Ganhamos até um santo, ainda em vida, antes mesmo que o Vaticano nos desse um pelos trâmites históricos da burocracia católica.

Ganhamos um moralizador implacável que ia, finalmente, colocar o País nos trilhos, trilhos que haviam sidos subvertidos e ultrajados pelos miseráveis dos petistas.

A Papuda aguardava, prazerosamente, a todos que vilipendiaram a pátria amada, salve, salve.

Vaso ruim quebra?

Quebra não.

A re-candidatura de Dilma que era até mesmo uma incógnita hoje apenas incomoda pelo que de estrago possa fazer no que ainda resta da oposição.

A Copa que não teria, taí, com a inacreditável possibilidade de não apenas funcionar dentro da normalidade, como de ainda garantir mais um caneco à CBF, e engordar, mais que em outros momentos, as já gordas contas da Fifa.

O fogo das manifestações de junho de 2013 foi se extinguindo como numa noite fria de garoa.

E o nosso santo vivo resolve puxar o carro, 11 anos antes de ser levado aos céus de corpo e alma, fazendo furos para todos os lados. E mais: se arriba para Miami, o paraíso dos golpistas cucarachas.

U-hu!!!

Nada como um dia...

... após o outro.

Há alguns anos, alguém, entusiasmado com a possibilidade de Serra dar mais um chega-pra-lá em Lula da Silva me disse com a soberba do sábio: “política é coisa de profissional, meu caro”.

Não tive como discordar.

Política é coisa para profissionais.

E militância, determinação, vontade e doação é coisa para apaixonados.

Aqueles apaixonados que mudam a sorte das pessoas e os rumos da vida.

E essas duas coisas o PT tem de sobra.

U-hu!

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