sábado, 7 de junho de 2014

Da magia ao futebol: haja enganação!


Crédito da foto: www.posfacio.com.br

O escritor Paulo Coelho é um grande (e milionário) picareta. Qualquer sujeito com duas páginas de leitura sabe disso, menos os seus fãs, ou melhor, as suas fãs (já explico isso logo abaixo).

Nada do que esse sujeito fez ou faz é original, saído de sua própria inteligência, que, desconfio, só funciona para enganar os trouxas (as trouxas).

Suas letras para o também amalandrado Raul Seixas não passam de bricolagens (no original francês bricòláge) de coisas que ele pirateou de textos orientais, assim como não passam de apropriação descarada os textos de seus livros e a série inacreditavelmente grande de “pílulas de sabedoria” que publica em sites e blogs, muitos deles em espanhol.

Mas Paulo Coelho tem público – e que público! – especialmente entre as mulheres, e especialmente entre mulheres latinas (as americanas e as europeias).

E é possível sim verificar um padrão entre as fanzocas de O Mago: mulheres acima dos 30 anos, sem companheiro/a, meio que naquele momento de vácuo existencial (sabe como é que é?) de não saber bem o que fazer com uma vida de solidão.

Estou sendo meio misógino?

Estou não, baby!

É a dura vida dura em que muitas mulheres se meteram.

Fé na crendice

Crédito da ilustração: graodeareia.net
Paulo Coelho não inaugurou a era da exploração simultânea da fé e do desespero (aliás, ter fé não é um sintoma grave de desespero?).

As religiões estão aí para contar milhares de anos de exploração e de submissão da ingenuidade e dos ingênuos.

A Igreja Católica Apostólica Romana transformou-se numa potência política e econômica mundial explorando a “boa fé” dos seus crentes.

Assim como o judaísmo, o islamismo, o budismo, o hinduísmo e vai por aí.

Mais ou menos inaugurada no final dos anos 50 a “nova era” jogou no mercado da exploração um sem-número de xamãs, gurus, líderes espirituais que disputam o mercado da fé a tapas e a tiros.

Tenho até visto cursos de xamãs.

Como assim cursos de xamã/xamanismo?

A historiografia religiosa e a antropologia indicam que o “xamanismo (é) a experiência biopsicossocial do transe e êxtase religioso, bem como as implicações sociais da definição do xamanismo como fato social. É considerado uma tradição equivalente à magia enquanto prática individualizada relacionada aos problemas e técnicas e ciência da sobrevivência cotidiana (agricultura, caça, medicina, etc.) ou ao fenômeno religioso, abstrato, coletivo, normatizador”. (WP).

Resumindo a história: o xamanismo só se compreende no interior de uma dada comunidade, como resultante da experiência do grupo, de suas necessidades e demandas pelo sagrado.

Então como é possível alguém dar curso para “formar xamãs” e como é possível que uma pessoa, desconectada de seu contexto original, possa se transformar em xamã?

Não pode!

É picaretagem pura. É exploração da fé e da ingenuidade das pessoas.

Isso deveria ser tratado no campo da justiça, pois é claramente um crime.

Sai da frente, Brasil

Crédito da foto: www.pontagrossa.com.br
Ainda não vi a seleção brasileira jogar, aliás, a seleção do Felipão.

Normalmente não vejo o “escrete nacional” jogar – a não ser em casos excepcionais – até porque não torço por ele.

Mas pelo elenco  que tem creio que a vida da seleção não será das mais longas nesta copa do mundo de futebol que começa semana que vem.

A seleção pode me contrariar e até vencer o mundial este ano?

Pode! Tudo é possível! Até um meteorito cair na sua cabeça segundos depois de você terminar de ler este texto.

Mas por medida de segurança e como um ato de bom senso o brasileiro deveria trocar a letra da velha e repetida Pra Frente, Brasil para Sai da Frente, Brasil.

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