sexta-feira, 16 de maio de 2014

AGONIA: O fim do Capitalismo está só no começo




Crédito da foto: bundest.wordpress.com

O economista francês Thomas Piketty está causando, como gostam de dizer os coxinhas da Web.

Mas antes vamos à Wikipédia para ver quem é Thomas Piketty:


Thomas Piketty (French: [tɔma pikɛti]; born May 7, 1971) is a French economist who works on wealth income and inequality. He is the director of studies at the École des hautes études en sciences sociales (EHESS) and professor at the Paris School of Economics. [1] He is the author of the best selling book Capital in the Twenty-First Century (2013), which emphasizes the themes of his work on wealth concentrations and distribution over the past 250 years. The book argues that when the rate of capital accumulation grows faster than the economy, then inequality increases. He proposes a global tax on wealth in order to help address the problem of inequality today. [2]”.

E o que fala Piketty para essa causação toda? Duas coisas:

- que cada vez mais a riqueza do mundo está se concentrando nas mãos de uma minoria de 1%;
- que o neoliberalismo foi um grande fiasco.

COMUNISTA!
VIÚVA DE MARX!
BOLIVARIANO!
LULOPETISTA!

Fim de feira

Ao contrário do que nossa ansiedade indica as mudanças pessoais, comportamentais, sociais, políticas, ideológicas e etc. e etc. e tal não se dão de um dia para o outro, assim derepentinho (como se diz no Amazonas).

São partos longos, dolorosos, sem direito a fórceps.

Um bom exemplo é o fim da Idade Média. Se existem (+ ou -) 250 anos que não sabemos bem como classificar, antes do início do Mercantilismo, exatamente a primeira fase do Capitalismo, os germes das destruição do medievo podem ser visto perfeitamente na Baixa Idade Média (que se inicia por volta do ano 1000), quando “verifica-se na Europa um crescimento demográfico muito acentuado e um renascimento do comércio, à medida que inovações técnicas e agrícolas permitem uma maior produtividade de solos e colheitas.” (WP)

A desestruturação da produção (agrícola) familiar e o desaparecimento do artesão (que acabou por se incorporar às oficinas de produção) levou a uma mudança radical na relação do trabalho, jogou milhões de pessoas nas ruas e em estradas (que se agruparam em bandos nem sempre cordiais) e tudo isso acabou por desembocar no Iluminismo, essa coisa que muita gente festeja, sem se dar conta que é dele (e da moral calvinista) que nos vem o Capitalismo.

A crise do Capitalismo começa, grosso modo, na década de 20 nos EUA com o fim das pequenas propriedades, passa pela quebra da Bolsa de Valores de Nova York (início da década de 30), pela segunda guerra mundial e vem por aí: bolhas e mais bolhas, quebras e mais quebras.

Esta última fase do Capitalismo é um remake de seu início, quando as fortunas estavam concentradas nas mãos de uma “imensa minoria”, enquanto hordas desocupadas e sem futuro vagam por ruas e estradas.

Vamos fazer tudo de novo?

Vamos não.

Vamos seguir os mesmos trilhos a partir de uma retomada nostálgica do século 16?

Vamos não.

Pra quem quiser continuar seguindo e entendendo, alguns textos interessantes sobre:

E o mundo vai se enterrando num caminho sem volta (“O caminho”, de Luís Fernando Verissimo / O Estado de São Paulo)


Socialismo para milionários (Marcos Troyjo , Folha de São Paulo, em http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mundo/166108-socialismo-para-milionarios.shtml.)


O livro de Piketty - Capital in the Twenty-First Century – já é o mais vendido da Amazon.

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