sábado, 17 de maio de 2014

A desconstrução arrasadora e inconsequente de Dilma Rousseff


Crédito da foto: www.anarita.com.br

O que leva uma pessoa a dizer que a presidente Dilma Rousseff busca vingança por ter sido torturada durante o regime militar?

O que leva uma mulher, como Dilma Rousseff, mais ou menos com a sua idade, a dizer que a presidente busca vingança por ter sido torturada durante o regime militar? (como li hoje em um comentário no Facebook).

O que leva um ser humano a dizer que uma presidente da República, com a responsabilidade que cargo exige, hoje busca vingança por ter sido torturada durante o regime militar?

Despeito?
Inveja?
Desinformação?
Ignorância?

É tudo isso, mas é preciso esmiuçar um pouco essa história para entendê-la (embora ela, a história, seja recorrente).

É desprezível aqui o machismo estúpido que dá conta de que “mulher não gosta de mulher” (pura misoginia).

Quem é Dilma?

Quem quiser saber um pouco mais sobre a presidente clique aqui e aqui.

Mas vamos ao que compete a este texto.

Não poucas vezes este afalaire criticou o governo Dilma Rousseff por dois motivos: pela sua fissura pelo desenvolvimentismo e pelo pouco caso que faz dos movimentos sociais (populares).

Mas pasme! São essas duas facetas as únicas elogiadas pelos odiadores de Dilma.

Mas afinal o que faz Dilma Rousseff de bom? Muita coisa!

É dura e implacável.
Competente e eficiente.

Mas há duas facetas de seu governo (e personalidade?) que mais chamam atenção:

- trava uma batalha hercúlea contra o próprio partido que teima na tese do controle da informação;
- porta-se, e o exemplo maior é o “Mensalão do PT”, como uma estadista (o que muitos não conseguem) ao se recursar comentar as prisões dos condenados e, principalmente, a entrar no vale-tudo contra Joaquim Barbosa.

Poucos presidentes deram uma contribuição tão grande quanto dá Dilma Rousseff à consolidação da Democracia brasileira. A história lhe fará justiça, escrevam aí para não esquecer.

Demonização de Dilma

Não se vai aqui recapitular todo discurso de esquerda dando conta de que grupos que se fartaram durante a ditadura militar hoje atacam a presidente e a Comissão Nacional da Verdade, demonizando ambas.

A revisão dessa história mal costurada da anistia sequer começou com o PT na Presidência da República, mas sim durante o governo tucano de Fernando Henrique Cardoso.

A associação dos petistas com uma revisão raivosa na história recentemente brasileira, portanto, é um caso de ignorância ou de má fé.

O que pasma nos repetidores (in) voluntários dos ataques demonizadores à presidente Dilma é a seletividade da informação.

Em momento algum Dilma Rousseff disse (nem entremuros) que os torturadores devem ser punidos. Portanto, onde está a propalada vingança?

Na leitura e no entendimento fraccionado e seletivo da informação: de informações sociais (aquela dos meios de comunicação) à informal, aquela que a gente ouve em roda de amigos, lê nas redes sociais, em sites/blogs de perfis conservadores e/ou reacionários.

Em resumo, o que se faz é o seguinte: o que eu gosto, eu propago, o que não gosto, desprezo e desconsidero.

E isso tudo é muito grave. Não porque isso possa se transformar numa bola de neve e que leve, mais dia, menos dia, a se criar um caldo de cultura que facilite um novo golpe militar e décadas de trevas.

É grave porque mostra o grau de indigência intelectual no qual uma parte considerável da sociedade brasileira está imersa, e parece que nunca conseguirá sair dela.

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