segunda-feira, 7 de abril de 2014

“Guerra por comida e água está próxima, alerta Banco Mundial”. Dá pra entender isso?


Crédito da foto: jornalggn.com.br

Como este afalaire cuida de discursos, do que está explícito e implícito nas falas e nos gestos, vamos tentar entender o que disse Jim Yong Kim, presidente do Banco Mundial, ao alertar “sobre o aumento de conflitos e instabilidade social nos próximos 10 anos devido aos efeitos das mudanças climáticas” (vide revista Exame, no link acima), o que impactará na alimentação e no uso da água, e provocará, por consequência – segundo ele - guerras.

Já ouvi essa história quando ainda era criança, mas parece que agora está chegando mesmo o armageddon.

Tenho pra mim - apenas como palpite – que os primeiros conflitos humanos – entre tribos ou bandos, seja lá o que for – se deram exatamente por conta de água e de alimento.

Há quem diga que também por conta de mulheres, ou melhor, da captura de mulheres de uma tribo ou um bando por outros.

Essa tese é ruim por dois motivos:

(1) as mulheres sempre formaram a metade da população humana, então por que cargas d’água uma trilho ou bando quereria crescer a sua população enchendo-se de mulheres? Seria para diminuir a capacidade reprodutiva da tribo ou do bando adversário? Mas isso demoraria um bocado de tempo para ter algum efeito prático. Não seria mais fácil matar todos os adversários de uma tacada só?;

(2) a divisão do trabalho entre gêneros e a submissão da mulher à potência física do homem somente aconteceu cerca de 80 mil anos atrás, com a domesticação dos animais e o surgimento da agricultura. Nos 120 mil anos anteriores éramos coletores e vivíamos numa espécie de paraíso igualitário (de gênero) e já nesses tempos havia trocas de tacapadas pra tudo que é lado.

Portanto tiremos a mulherada dessa história, que ela não tem nada a ver com a violência e as guerras, que por definição são coisas de macho.

Voltando no tempo

A primeira conclusão que se tira da fala de Kim é que estamos retrocedendo 8 milênios ou 80 séculos, como queira, se vamos mesmo nos pegar a tacapes atômicos, misseis intercontinentais e outras mimosisses bélicas.

Os primitivos eram mais sutis.

“Ele pediu que ativistas e cientistas trabalhem em conjunto para criar uma solução para este problema global, e usou o exemplo do HIV para demonstrar como a união de esforços pode resultar em soluções mais rápidas e mais eficazes.”

Huuuummm... mas não era a Ciência que iria dar um jeito em tudo, e agora vamos chamar os cientistas para dar um jeito naquilo que eles mesmo não deram jeito, muito pelo contrário?

Huuuummm... parece que isso não faz o menor sentido.

Kim também apontou “quatro áreas em que o Banco Mundial poderia ajudar a combater a mudança climática: investir em cidades mais limpas e sustentáveis, encontrar um preço estável para o carbono, reduzir os subsídios aos combustíveis fósseis e desenvolver uma agricultura mais inteligente e resistente ao clima”.

Mas não foram o Banco Mundial, os bancos continentais e instituições internacionais como o FMI que fomentaram o desenvolvimentismo do pós-guerra que deu nesses amontados urbanos, nesse uso excessivo de combustíveis fósseis e nessa agricultura desenfreada e predadora?

Ele está propondo botar um bandeide nos furos da represa capitalista que o BM ajudou a criar?

Huuuummm...

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