domingo, 13 de abril de 2014

Ainda a entrevista de Lula: pau que bate em Chico...



A ouvidora da Folha de São Paulo (que é chamada de ombudsman, não seria melhor ombudswoman?, coisa que só o nosso eterno complexo de vira lata explica) deu umas boas lambadas hoje nos blogueiros (in) dependentes por conta a “entrevista coletiva” (sic) de Lula da Silva, semana que passou, e também no próprio jornal, o que, afinal é o seu papel.
Pau que bate em Chico dá em Francisco também”.
Disse a ouvidora, em 'Massa feroz de informações deformadas', que:
Pouco afeito a entrevistas, o ex-presidente Lula reuniu, no instituto que leva seu nome, em São Paulo, nove blogueiros simpáticos ao governo e falou por três horas e 28 minutos na última terça-feira.
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 ... o ex-presidente não deve ter gostado da manchete da Folha de quarta-feira: "Lula cobra ação de Dilma para melhorar a economia". O jornal acertou ao destacar a parte em que ele diz que Dilma terá que explicar, na campanha eleitoral, como vai dar uma virada na economia brasileira. "Nós poderíamos estar melhor", admitiu.
A crítica sutil era o mais notável na fala do ex-presidente, já que a pressão para que se mexa na política econômica está cada vez mais forte. Nem os jornais concorrentes nem os blogueiros deram a devida importância a essa passagem.
O jornal errou, porém, ao noticiar que o ex-presidente convocou o PT a tentar barrar a CPI da Petrobras. Lula não disse isso. "Se for para investigar a Petrobras, vamos fazer. E qual é o fato determinado? Acabou. As pessoas nunca quiseram CPI para nada e agora Nesse aspecto, o PT tem que ir para cima."
A Folha não reconheceu o erro. "O contexto deixa claríssimo o que ele quis dizer com seu discurso cheio de elipses. A nota da assessoria de imprensa é apenas uma tentativa de confundir as coisas propondo uma interpretação incompatível com a íntegra da declaração", diz a editoria Poder.
Não adianta inferir o que um entrevistado quis dizer. O jornal deveria ter corrigido a informação, como costuma fazer.
A forma correta de responder aos que acusam a imprensa de ser parcial é fazer o melhor jornalismo: descobrir onde está a notícia, publicar as diferentes versões do mesmo fato, ser crítico sem deixar de mostrar os progressos do país e não titubear na hora de corrigir erros.

Correria desembestada

Limão
Tão logo terminada a “exclusiva”, os blogueiros correram a justificar os seus “por quês”, justificativas que praticamente ocuparam o mesmo espaço do que disse Lula da Silva.
Já Suzana começa mal a coluna de hoje afirmando que Lula da Silva é “pouco afeito a entrevistas”. Será que ela está falando do mesmo “sapo barbudo” que todos nós conhecemos, ou daquele outro Lula, um baiano de algum interior da Bahia, que vivia numa fazenda e nunca colocava roupa?
Lula da Silva tem carradas de razão. A “grande imprensa” (sic) ou o PIG (como queira) manda ver bala no PT dia sim e outro também. Não adianta os puristas do jornalismo “livre, praticado pela ‘grande imprensa’ (sic) ou pelo PIG” (como queira) que nem as nossas cadelas Limãozinha (Limão ou Lima) e Laranjinha (Lara) acreditam nesse blábláblá histérico.

Noutro canto

Lara
Mas ainda se socorrendo a coluna da ouvidora da Folha um certo blogueiro (in) dependente que não prima pela tranquilidade e isenção diz que:
... a presidente Dilma Rousseff recebeu o vice-presidente das Organizações Globo, João Roberto Marinho, que foi a ela com pleitos sobre a suposta interferência da rede de telefonia celular 4G na transmissão de tevê digital.
... Dilma teria manifestado a Marinho (Rede Globo) desconforto com o noticiário da Globo contra o governo federal...
A matéria... deixa entender que a presidente teria, de alguma forma, vinculado o atendimento do pleito do barão da mídia a maior comedimento no partidarismo político da Globo.
Não se sabe se houve mesmo algo nesse sentido, mas não parece verossímil que Dilma propusesse tal barganha. O mais provável é que ela apenas tenha aproveitado a oportunidade, mas sem proposição de qualquer troca de favores. Até porque, para os barões da mídia seria uma troca muito aquém de suas pretensões hegemônicas.
“suposta interferência”, “Dilma teria manifestado a Marinho”, “presidente teria, de alguma forma, vinculado”, “Não se sabe se houve mesmo”, “O mais provável é que”.
É muito mas-mas, noentantos, poréns e todavias.
O que isso acrescenta à ordem do universo da política?
NADA. ABSOLUTAMENTE NADA.

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