segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Puxaram as orelhas do ministro Gilmar Mendes



Lula da Silva e Jânio de Freitas deram, esta semana, um baita de um puxão de orelhas no ministro do STF Gilmar Mendes.

Sabe-se lá porque cargas d´agua ele entrou no oba-oba contra a vaquinha aos petistas presos por conta do Mensalão e insinuou que pode haver lavagem de dinheiro na parada.

Já voltamos a ele já, já.

O Sapo Barbudo – goste você ou não dele – é um cara de presidiu o Brasil duas vezes, fez a sua sucessora, e ainda chancela o acordo Irã-ONU sobre energia nuclear. Vai ver que é por essas e outras que Barack Obama disse que ele “é o cara”.

Portanto, tem crédito pra puxar a orelha de qualquer um.

Jânio de Freitas trabalha naquilo que a militância raivosa petista chama de PIG, mais especificamente na Folha de São Paulo.

Ser pigoso ou piguento nunca lhe tirou a liberdade de dizer o que acha que deve ser dito.

Tanto assim que já deu pitos na própria Folha.

Portanto, tem crédito pra puxar a orelha de qualquer um.

Que Aécio Neves, Eduardo Campos, os raivosos de sempre e os coxinhas de agora façam esse tipo de insinuação é compreensível.

Eles estão exatamente executando o papel que a vida lhes destinou. Nada mais que isso.

Partindo de um juiz “da mais alta Corte” a coisa muda de figura.

Pra usar uma figura velha (muito cara ao nosso complexo de vira-latas) se o País fosse sério ele já teria caído fora do Supremo ou a Corte o defenestrava.

Mas, ponderando melhor, se o País fosse sério, um juiz “da mais alta Corte” não diria o que disse Gilmar Mendes.

Ponderando mais ainda: se o País fosse sério ele sequer chegaria a ser juiz “da mais alta Corte”.

Tome tento, mininu

Insinua-se que o ministro Gilmar Mendes seja tucano. Ele chegou “a mais alta Corte” pelas mãos de FHC.

Tem cara não. Tem mais cara de “coronel de barranco” ou de “senhor de engenho”. E esse tipo de gente não gosta de gente enfatuada como os tucanos.

Alguém já viu um tucano suando ou descabelado?

Não, né!

Não faz o tipo gilmarista.

Acho que ele não tem assessor. Se tem, o assessor é muito ruim de serviço.

Se fosse bom teria mostrado ao ministro a fita (é isso mesmo: fita) da presidente Dilma Rousseff se recusando a comentar sobre os condenados-petistas do Mensalão.

Por que motivo?

Por que ela é presidente da República.

Porque vivemos numa República.

Porque uma República tem três poderes.

Isso posto, cada um que carregue o seu rebento.

Se nem prestou atenção à lição de civilidade e democracia que a presidente deu, que dirá se atenção prestaria à confissão de três juristas de alto coturno que escancaram ter participado da caixinha dos petistas condenados?

Tem um fato grave aí (quem sabe Gilmar Mendes possa investigar?): nenhum dos três é petista. Um deles é tucano e até foi ministro do FHC.

Falando nisso...

Na Veja deste final de semana o juiz Marco Aurélio Mello insinua (esses juízes são bons de insinuação, não são?) que Joaquim Barbosa pensa seriamente em se candidatar.

Não disse a que e nem quando.

Joaquim Barbosa está realmente com ar de cansado. Quer deixar “a mais alta corte”. Marco Aurélio disse isso também.

Barbosa não esperava levar tanta bordoada por conta dessas histórias do “domínio do fato”, “formação de quadrilha” e “dinheiro público”.

Levar porrada cansa. Dói no lombo

Ele não parou um dia ele e refletiu: ”que merda, onde foi que eu amarrei o meu burrico”.

Nada disso. Ele tem certeza de ter feito a coisa certa, assim como aqueles caras que acionam a alavanca da cadeira elétrica ou soltam a guilhotina no pescoço do condenado.

Hannah Arendt já não tinha dado conta desse tipo de gente cumpridora do dever e da ordem?

Será que juiz não lê filosofia?

Estou começando a achar que sim.

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