segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Por que as pessoas abandonam as ferramentas da internet




Crédito da ilustração: www.revista.espiritolivre.org

Não sou exatamente um sujeito versado em TI (tecnologia da informação), na internet, nas redes sociais e quetais.

Portanto, vou aqui resumir a história chamando toda a web de internet e seus penduricalhos por algum nome padrão.

Quem quiser saber um pouco mais sobre esses modismos passageiros na internet deve ler o artigo “Vou voltar pro Orkut”, de Luli Radfahrer, em http://www1.folha.uol.com.br/colunas/luliradfahrer/2014/02/1406668-vou-voltar-pro-orkut.shtml.

Posto isso, sigamos e prossigamos.

A primeira “grande revolução” da internet foram os e-mails. Através deles era (e é) possível mandar textos, fotos, ilustrações, links e tudo mais.

Como tudo que é novo (e revolucionário, no caso), o e-mail atraiu e confundiu as pessoas.

Conheço gente com doutorado e pós doc que até hoje não sabe como usá-lo de uma forma eficiente.

Com as novas tecnologias, os e-mail foram ultrapassados especialmente pelas redes sociais, por onde se faz basicamente a mesma coisa e ainda nos permite fazer um pouquinho mais.

O e-mail passou a ser uma ferramenta basicamente de trabalho ou de troca de informação (mais segura, menos escancarada) para pessoas que não têm tanta pressa assim.

Blog

Na era pré-blog surgiu um tal de “blogão” e similares. Todo mundo tinha o tal do “blogão” que foi substituído pelas redes sociais, tipo Facebook.

No auge do blog havia eu escrito aqui que a ferramenta ficaria apenas para uso de jornalistas e especialistas em alguma coisa (agricultura, sociologia, filosofia, artes, literatura, cultura etc. e tal).

Foi exatamente isso que aconteceu. Se vai resistir ao tempo e por quanto tempo, não sei. Ninguém sabe.

Mas os blogs hoje estão tão sofisticados que mais parecem um sítio (site).

Exceção feita ao Brasil, a moçada do Facebook e de outras redes sociais está caindo fora, já que está-se enviando coisa, recebendo coisa e acessando informação por seus telefones celulares (que já tem trocentos nomes diferentes, mas não deixaram de ser telefones).

Por que saiu?

São as novidades novidadeiras que fazem com que as pessoas – especialmente os jovens – abandonem uma ferramenta de comunicação para aderir à “mais nova do mercado”?

Mais ou menos. Diria eu: mais pra menos do que pra mais.

Claro que ostentar alguma coisa nova sempre seduz os jovens, especialmente aqueles que podem ser classificados como “cabeça de pipoca” – não vou mais explicar a definição não, pois já me referi a ela em mais de uma oportunidade neste afalaire.

A questão maior está no uso político/ideológico dessas ferramentas.

À medida que grupos sociais, pessoas mais velhas vão invadindo esses "espaços midiáticos”, os jovens “cabeças de pipoca“ tendem a aboná-los, especialmente quando outras tecnologias vão surgindo.

A rigor, jovem não gosta de discussão. Detesta ouvir o outro. Odeia ser contestado.

No auge da juventude, o jovem é uma réplica de Deus: onipresente, onisciente, onipotente.

Ele tudo sabe, ele tudo vê, ele tudo pode, e o passado e as pessoas mais velhas são apenas dignas de dó ou desprezo.

“Eu tenho a força!”, já dizia He-man.

Futuro

Como tudo no universo – inclusive o próprio – a internet terá de enfrentar a velha curva parabólica – que leva as coisas para o alto e depois as puxa para baixo.

A internet não “inventou” a física e nem o poder de mudá-la tem.

No momento em que a tecnologia da informação descer de seu pedestal e encontrar seu ponto de equilíbrio é certo que ninguém de nós – jovens, adultos ou velhos – estaremos por aqui para assistir à pasmaceira geral.

E pessoalmente nem quero saber o que estará pensando o jovem desse futuro mais ou menos distante.

Mas, talvez, ele não seja tão tosco e imaturo como os de hoje em dia.

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