quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Fique frio: a direita brasileira é um pum no deserto



Parte das esquerdas brasileiras está cultivando uma paranoia injustificável: se inquietando com um possível (sic) golpe contra o Estado de Direito.

Calma gente: a direita brasileira tem tanto poder de dar um golpe de estado quanto um peido inodoro tem de derrubar um camelo no deserto do Saara.

Prestem atenção em que esse tipo de idiota se fia: nas forças armadas.

Se o ex-presidente Collor de Mello fez algumas coisas de relevantes na sua breve passagem pelo Palácio do Planalto, uma foi acabar com o poder político da Fiesp (a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e a outra foi desmantelar as Forças Armadas, cortando os seus orçamentos.

Essas duas nós devemos a ele.

O publicitário Ênio Mainardi, que vem a ser pai do Diogo Mainardi (é difícil saber quem veio antes, se o criador ou a criatura), está pregando, em seu perfil no Facebook (veja na ilustração acima), um golpe do estado, via forças armadas.

Trata-se de um insano dizendo insanidades. Só isso!

Quem tem conta no Facebook pode entrar no seu perfil e ver, com os próprios olhos, insanidades como “o massacre de mais de 3 mil pessoas pela ditadura venezuelana” e que “Dilma, Lula, Fidel e Maduro estão se organizando para acabar com as democracias na América Latina e implantar uma ditadura comunista continental”.

Devaneios de um sujeito que envelheceu e ficou gagá. Gente como Roger, do Ultraje a Rigor, do bobão do Lobão, e do caricato ator Carlos Verezza.

Alguém leva esse tipo de gente a sério? Nem o Jair Bolsonaro. Só os coxinhas.

Amenidades

Pra não dizer que eu sou 100% malvado, vão abaixo links para dois textos em homenagem aos coxinhas, que, como se sabe, são os únicos caras que levam a sério gente como o Ênio Mainardi.

Um dos textos é de Renzo Taddei, antropólogo e professor da Universidade Federal de São Paulo, (“Os 150 reais e a desforra dos coxinhas”) e pode ser lido no Canal Ibase.

O outro é de Gregório Duviviver, ator, escritor e um dos criadores do portal de humor Porta dos Fundos (“Acabou a baderna”) e pode ser lido na Folha de São Paulo.

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