sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Confesso! Estou virando um pessimista de carteirinha



Há três anos acabei causando uma “saia justa” em uma reunião do Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH) ao defender um programa radical e internacional de controle da natalidade.

Há gente demais no mundo – já somos 7 bilhões.

Sou ambientalista ou ecologista assustado com a pressão populacional sobre os recursos naturais?

Não, não sou ambientalista ou ecologista. Mas estou preocupado sim com a pressão populacional sobre os recursos naturais.

Mas a minha questão, no entanto, é de outra ordem.

Não há condição alguma de educar tanta gente assim e de manter a saga da humanidade rumo a um Planeta social e eticamente equilibrado e justo.

Em resumo: não é possível civilizar ao mesmo tempo tanta gente assim.

Se hoje parte da humanidade já vaga em turbas insanas, praticando todo tipo de atrocidades, não se pode esperar que com mais gente ainda isso possa ser mudado.

Muito pelo contrário.

Suécia

OK, você, eterna/o otimista, há de argumentar, lembrando-se da Suécia, da Islândia, da Holanda, da Dinamarca; bons exemplos de como é possível construir uma sociedade equilibrada e justa, onde as pessoas se respeitem, independente da sua cor, do seu credo, da sua condição financeira, do seu sexo.

OK, você, eterna/o otimista, tem razão... mas só em parte.

São países de territórios e populações pequenas; razoavelmente homogêneos e com longa construção histórica, em parte escrita a ferro e a fogo.

Voltemos à reunião

Voltando à reunião: caíram na minha jugular, me acusando de querer impedir que “os pobres tenham filhos”.

Especialmente quem caiu na minha jugular foi uma “companhera” velha de luta social.

Eu não disse nada sobre pobres. Falei de pessoas, de populações.

O ato falho foi dela, não meu.

Mas voltemos mais um pouquinho à questão da pressão populacional sobre os recursos naturais.

É verdade que 30% do que se produz (está-se falando aqui de alimentação) acaba se perdendo, e que dos 70% que se consome, quem consome, consome em excesso, porque pode, porque tem dinheiro pra isso.

Esse dois fenômenos provocam fome e desnutrição em pelo menos a metade da população mundial.

Fácil resolver isso: é só distribuir melhor a produção de alimentos que os 7 bilhões de seres humanos vão viver gordos e felizes para sempre.

Certo?

ERRADO!

Mesmo que se consiga dividir cada grão de arroz igualitariamente não será possível alimentar todo mundo.

É mais provável que venhamos todos, igualitariamente, a sofrer de desnutrição.

Mas sempre há uma saída, não é mesmo?

Há sim. É só avançarmos para as últimas reservas naturais que ainda existem.

Depois, quem sabe, a gente possa importar oxigênio de algum planeta vizinho para respirar.

Por quê?

Não vou aqui fazer uma longa digressão sobre patologias (humanas?), escudando-me em doutos e sábios textos de psicologia, história, sociologia e antropologia, até porque não tenho essa competência toda, você não tem essa paciência toda e este blog não tem esse espaço todo.

Mas vou lhe pedir um favor (a título de síntese, de exemplo) a você, minha/meu cara/o otimista.

Dê uma olhada (especialmente nos comentários) nos perfis do Facebook das jornalistas Rachel Sheherazade e  Cilene Victor da Silva, e nestes textos do portal Comunique-se: Após criticar apresentadora de TV, jornalista é ameaçada de morte e Professora de jornalismo quer denunciar âncora do SBT ao Ministério Público.

Bons sonhos.

Nenhum comentário:

Postar um comentário