domingo, 3 de novembro de 2013

As amantes de Fidel e o Mais Médicos


Crédito da foto: g1.globo.com

A blogueira cubana Yoani Sánchez defendeu o programa Mais Médicos do governo brasileiro e a qualidade e a dedicação dos médicos cubanos, mas pondera que `"há algo de verdade" em chamá-los (os médicos cubanos) de "escravos", porque seriam usados "como mão de obra barata"`. (http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrada/137043-monica-bergamo.shtml)

O senador Eduardo Suplicy (PT/SP) retrucou a blogueira:

“O que eu gostaria de dizer à Yoani, com todo o carinho, é que os médicos cubanos com quem conversei não reclamam da remuneração nem se sentem como escravos."

Amantes de Fidel

Sánchez e Suplicy foram duramente atacados durante a visita da blogueira cubana este ano ao Brasil.

A cubana pelas razões óbvias e o senador porque a acompanhou e a defendeu da intransigência da qual foi vítima Brasil dentro.

Os ataques partiram, principalmente, da turma da blogosfera que vive em torno de José Dirceu.

Dirceu e seus blogueiros agem como se fossem amantes ciumentas de El Comandante: “brigou com ele, brigou comigo”.

Corre à solta pela internet que um desses blogueiros será o comandante-em-chefe da campanha dilmista ano que vem.

Mau sinal.

Sinal de que a baixaria vai correr solta durante a campanha

Escravidão

É correta a observação do senador paulista.

A blogueira cubana se atrapalhou com as palavras.

O máximo que ela poderia dizer é que os seus conterrâneos veem ao Brasil em “condição análoga à de escravo”, já que escravidão (que não existe mais em lugar algum do mundo) é uma política oficial (de Estado).

Suplicy lembra com precisão à blogueira que os médicos cubanos aceitam vir ao Brasil trabalhar nas condições propostas pelo acordo com Cuba, sabendo antecipadamente quais são essas condições.

Ora, nenhum escravo aceita por antecipação a sua condição de escravo. A escravidão é uma imposição arbitrária e violenta.

Basta que lembremos da escravidão brasileira que durou 388 anos e foi herdada de Portugal.

Africanos eram capturados, seviciados, brutalizados, presos e transportados para o Brasil.

Não havia condescendência ou aceitação alguma por parte deles.

Mulher coragem

Que não se demonize Yoani Sánchez por suas escorregadelas políticas (são políticas, e não ideológicas, como muitos querem dizer que são as suas críticas ao regime cubano).

A moça tem coragem e está criando um jornal digital em Havana, obviamente para confrontar o regime cubano.

Perguntada se não tem medo da censura, responde: “claro. Mas vamos fazer. Não vamos esperar que seja permitido para fazermos”.