segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Um feliz 2014 de muita pancadaria




Crédito da foto: paraisoweb.com.br 

Instigado por duas notas – uma na revista Veja outra no jornal O Estado de São Paulo – o jornalista Ricardo Kotscho, pergunta, ontem, em seu blog: “Vêm por aí novos protestos. Para que e contra quem?” - http://noticias.r7.com/blogs/ricardo-kotscho/2013/12/08/.

‘Os movimentos sociais que foram para as ruas em junho, organizam-se para voltar a protestar na Copa. Comitês de mobilização estão sendo criados nas 12 capitais-sede dos jogos. A ideia é colocar gente na rua nos dias das partidas, na frente dos estádios e nas "fan fest" produzidas pela Fifa. Neste momento, seus líderes percorrem o Congresso em busca de apoio político e logístico’, diz uma das notas citadas por Kotscho

“Quais movimentos sociais estão se organizando?”, pergunta o ex-assessor de imprensa de Lula da Silva.

Movimentos sociais?

Antes, porém, é necessário responder a uma pergunta: o que são os movimentos sociais?

Movimentos sociais compreendem as entidades do terceiro setor, sem fins lucrativos e que têm – cada uma a seu modo – uma bandeira de luta: índios, quilombolas, favelados, moradores de rua, portadores de dificuldades motoras, prostitutas e etc. etc. e tal.

Há entidades do terceiro setor, sem fins lucrativos que não se enquadram na categoria “movimentos sociais”?

Há. Aos montes.

Daí podemos voltar à pergunta de Kotscho, mutilando-a parcialmente: “quais movimentos estão se organizando?”

Certamente não são os “movimentos sociais”, pois se eles estivessem se organizando, eu, por exemplo, saberia da história. E não sei.

Esses caras

No fundo, no fundo, o que Kotscho está dizendo, ironicamente, é exatamente isso.

Malandramente, os bravos jornalistas de Veja e do Estadão estão misturando os conceitos.

Como não deu para destruir os movimentos sociais com mentiras, desinformação, agressões e criminalização a nova tática é jogar todo mundo no mesmo balde para confrontar o governo federal.

Pois sim: governo federal, já que é exatamente essa a intenção dos movimentos de “protestos programados” para a Copa do ano que vem, ano, não por acaso, da eleição presidencial.

Saco sem fundo

Nos “movimentos sociais” dos bravos jornalistas de Veja e do Estadão estão incluídos ruralistas que fazem leilão para criar milícias e atacar comunidades indígenas e moradores de Santa Catarina que exigem a expulsão de sem-teto de seus pedacinhos de areia praiana.

Pode-se colocar nesse balde, também, os médicos corporativistas, que tentam dificultar a vida de profissionais estrangeiros contratados pelo Programa Mais Médicos, e torcidas organizadas de futebol que duelam a céu aberto – como se viu em Santa Catarina neste final de semana – sob o olhar complacente da Polícia Militar.

O que o governo Dilma vai fazer para enfrentar a onda de “protestos programados”?

Sei lá. Isso é problema dela e de seu governo.

De nossa parte, a parte dos movimentos sociais, essa gente dos “protestos programados” não terá vida fácil.

É só esperar e ver 2014 chegar.

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