domingo, 1 de dezembro de 2013

Muita desigualdade e muita desigualdade os males do Brasil são


Crédito da foto: bollog.wordpress.com

O sociólogo e cientista político Emir Sader escreveu um interessante artigo em seu blog (“A disputa de agenda: corrupção ou desigualdade social?”  / “Que Estado queremos?” http://www.cartamaior.com.br/?/Blog/Blog-do-Emir/A-disputa-de-agenda-corrupcao-ou-desigualdade-social-/2/29691) e quase chegou lá.

Quase... porque o artigo está excessivamente petista e porque entrou, mas não entrou tanto assim, nas questões fundamentais do por que o Brasil mantem-se como um País desigual e injusto, e teima em não sair disso.

Sader está correto quando diz que “a direita no Brasil foi reorganizada pelo governo FHC, que assumiu as teses liberais atualizadas para a era da globalização”.

A Era FHC (que compreende parte do governo Itamar Franco 93/94, e a presidência da República – 1995/2002) entrou de cabeça no Neoliberalismo, quando o modelo já fazia água na Europa e nos Estados Unidos.

Sader lembra que o governo FHC marca “o enterro do projeto desenvolvimentista que tinha no Estado seu motor fundamental (a partir de Getúlio Vargas) e a afirmação da centralidade do mercado – tese central do neoliberalismo”.

Por má fé ou por ignorância o certo é que Fernando Henrique Cardoso embarcou nessa.

O sociólogo também vê com clareza que “quando Lula triunfou, essas teses se revestiram do anúncio dos riscos do estatismo da elevação dos gastos estatais, da elevação da inflação e dos impostos, da apropriação e utilização do Estado pelo PT e por sindicalistas, com a correspondente corrupção”.

O PT inventou a corrupção

No confronto Era FHC X Era PT (Lula da Silva + Dilma Rousseff) o que sobrou foi o “empurramento” da corrupção para a segunda Era, muito embora a lista de corrupções da primeira seja brutalmente maior que a da segunda, e envolvam (as corrupções) somas escandalosamente maiores (quem quiser saber mais detalhes é só dar um Google aí).

Com a inestimável ajuda da mídia (PIG) colou-se no Partido dos Trabalhadores o rótulo de “o governo mais corrupto de todos os tempos”.

Desigualdades

E é nesse ponto que o artigo de Sader sai dos trilhos.

Para quem olha os problemas confrontados – corrupção ou desigualdade social -, a questão parece ter clara definição: apesar de todos os avanços de mais de uma década, o Brasil segue sendo o país mais desigual do continente mais desigual. Mas a pauta que predomina, ancorada no monopólio privado dos meios de comunicação, e’ a da corrupção e, por tabela, a da desqualificação do Estado – que é o verdadeiro tema por trás das denuncias de corrupção.”

Sader não aprofunda – mas por honestidade intelectual deveria – o que ele chama de “desigualdade social”, que se dá por duas causas históricas:

- a concentração de renda;
- o desequilíbrio regional.

Quando Sader diz que “apesar de todos os avanços de mais de uma década, o Brasil segue sendo o país mais desigual do continente mais desigual” ele deveria racionalizar que apenas criar programas inclusivos (Bolsa Família, bolsas de estudos, cotas etc.) não resolve a questão, embora permita que milhões de pessoas possam dar conta de seus gastos pessoais com alimentação e estudos (“dar o peixe e não ensinar a pescar”).

O Brasil necessita quebrar o desiquilíbrio que separa as suas regiões. É dessa quebra que se vai gerar mais conhecimento, mais pesquisa, mais desenvolvimento, e permitir o surgimento de novas empresas e, consequentemente, gerar mais empregos nas diversas regiões brasileiras.

E, convenhamos, o governo petista até faz ações nesse sentido, mas são esforços tímidos, insuficientes.

Se a carruagem desenvolvimentista do PT continuar nessa velocidade, daqui a 100 anos o Brasil não terá saído muito do lugar não, e o confronto Esquerda X Direita ou Estado X iniciativa privada vai estar tão acirrado quanto está neste momento.

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