segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Por que devemos bater forte em algumas pessoas?


Crédito da foto: www.dm.com.br 

Durante a campanha do ano passado (eleições municipais) uma blogueira feminista-petista, ligada ao movimento negro, escreveu um post contundente contra uma candidata tucana à Câmara Municipal paulistana.

A peessedebista usava o velho discurso conservador de que “a esquerda está acabando com o Brasil”, “os mensaleiros têm de apodrecer na cadeia”, “direitos humanos são pra humanos direitos”, “há direitos demais e responsabilidade de menos” e todo aquele lero-lero que todos nós já conhecemos.

Escrevi para a blogueira dizendo que ela estava criando uma cobra. Se continuasse atacando a candidata – e, pior, se outros blogueiros ditos de esquerda entrassem na roda – o que conseguiria era dar notoriedade a uma desconhecida, e que, dessa forma, mais cedo ou mais tarde, a tucana acabaria entrevistada por Veja e até participaria de algum talk show desses que conhecemos.

Quer melhor propaganda que essa para quem é conservador e candidato?

Coincidência ou não, a blogueira não postou um segundo texto contra a candidata e ninguém mais se lembrou de sua reles existência. A tucana sequer se elegeu.

Semana passada um outro blogueiro – que não pode ser exatamente chamado de esquerdista, mas defende os programas inclusivos do governo federal e ataca as elites brasileiras, especialmente a chamada grande imprensa (PIG?) – mandou fogo em uma garota, também paulista, branca e filiada ao PSDB como a candidata citada acima.

Esta também desfila pelas redes sociais as mesmas insanidades da primeira.

Desta vez resolvi não escrever para o blogue.

Pra falar a verdade isso tudo já me encheu. Já deu na conta.

Se as pessoas acham que estão contribuindo com alguma coisa de alguma forma, atacando ilustres desconhecidos, que continuem assim, mas estou fora desse jogo.

Bater em quem?

Quem tem de apanhar, levar muita porrada é gente como Danilo Gentile, Rafinha Bastos, Lobão, Roger, Marcelo Tas.

Gente que tem milhares (alguns têm milhões) de seguidores nas redes sociais.

Gente insana, mentirosa, mesquinha, preconceituosa como as duas jovens acima, mas que influenciam a cabecinha oca de milhares de brasileirinhos – meninas e meninos – que o mais notável que conseguem fazer na vida é navegar na Internet e assistir TV.

Esse tipo de gente, sim, deve ser desmascarada, achincalhada, colocada contra a parede; espezinhada e espancada moralmente.

Mas não basta bater e achincalhar.

É preciso criar um discurso coerente, sólido e honesto, que possa seduzir essas milhões de “cabeças de pipoca”; gente alienada, despreparada, abestalhada que passa horas na frente do computador apenas reproduzindo bovinamente as sandices que esses idiotas jogam no grande  ventilador nacional, dia sim, outro também.

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