quinta-feira, 14 de novembro de 2013

HISTÓRIA E DITADURA: No que vai dar a Comissão da Verdade?


Crédito da foto: www.marxismo.org.br

O Brasil é o único País das Américas que ainda não deflagrou um mecanismo efetivo e eficiente para responsabilizar e punir os agentes do governo que participaram da repressão durante a ditadura militar (1964-1985).

Em 2006, o MNDH – Movimento Nacional de Direitos Humanos lançou a Campanha pelo Direito à Memória e à Verdade.

Embora tímida e pouco efetiva, o Governo Federal criou, em 2011, a Comissão Nacional da Verdade.  

Portanto, a iniciativa não foi do governo, mas da sociedade civil.

O governo petista apenas seguiu a onda de indignação e de reclamo, mas, como era esperado por alguns, mas não esperado por muitos, de maneira titubeante e insegura.

História

O Brasil tem um histórico preocupante de acordos de bastidores que aparecem claramente no fim da escravidão, na proclamação da república, no fim das ditaduras Vargas e Militar etc.

Grosso modo isso quer dizer que a população, o cidadão fica fora dos arranjos institucionais que lhe dizem respeito diretamente.

Quando não, o governo age de maneira arbitrária e violenta como agiu na repressão a movimentos como a conjuração baiana, a revolta dos mascates, no contestado, com o movimento do cangaço no Nordeste, entre dezenas de outras revoltas populares.

Novas lebres

Com apoio maciço de setores midiáticos ditos de esquerda, está se fazendo esforços para se “recontar verdades” a respeito das mortes de JK e Jango.

Indo para além da pouca informação e dos parcos indícios que se têm sobre se as mortes foram assassinatos ou não, há que se perguntar qual é a oportunidade disso em meio ao marasmo e o descaso que sempre cercou a responsabilização dos agentes da repressão?

OK, de repente, em se provando que tanto JK quanto Jango foram assassinados, a mando do Estado, e não vitimados por acidentes automobilísticos ou problemas cardiovasculares é possível se entender que se vá, finalmente, chegar aos autores, e mais ainda: a todos os autores de sequestros, torturas e assassinatos durante o período repressivo.

Mas se vai mesmo?

Eis uma boa questão.

E quando?

Eis outra boa questão.

E eu tenho pouca fé em tudo isso.  

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