terça-feira, 19 de novembro de 2013

A prisão da Papuda pode ser um marco histórico (?)


Crédito da foto: www.jornaltudobh.com.br

A prisão dos réus da AP 470 (“Mensalão”) pode ser um marco na história republicana do Brasil?

Pode e também podemos “tucanar” e dizer “quem sabe?”.

Antes de ir em frente é preciso anotar algumas coisas.

Um colunista da FSP ironiza o uso da expressão AP 470, em lugar de “Mensalão”. Obviamente ele estava se referindo “aos petistas” que preferem o primeiro e não o segundo termo.

Ocorre que se trata de uma Ação Penal, e “Mensalão” é como a imprensa (PIG?) e os adversários dos petistas se referem à AP.

Como o ódio não tem limites dá até para entender o colunista folhista.

Outra coisa a se ressaltar é que o substantivo marco quer dizer, entre outras coisas, fronteira, limite; vem do verbo marcar e dá origem a outro verbo: demarcar - distinguir; separar, determinar, fixar.

Note-se também que a imprensa (PIG?) centrou fogo nas prisões de José Dirceu e José Genoíno, embora o grupo (de presos) seja de 12 (um deles fugiu para a Itália).

Dá pra entender agora melhor o ódio do colunista da Folha, não dá não?

Papuda na Dilma

Ontem à noite o Ibope divulgou uma nova pesquisa de intenção de votos para a corrida presidencial do ano que vem.

Sem surpresas a presidente subiu mais um pouquinho e confirmou pesquisa MDA/CNT de há uma semana: a presidente vence em primeiro turno.

As Organizações Globo (TVs aberta e fechada) correram na frente para dizer que a pesquisa “foi feita antes da prisão dos mensaleiros do PT”, no 15 de novembro. Então, é preciso esperar novas pesquisas para ver que impacto as prisões terão na corrida presidencial.

Sem dúvida, assim como é preciso esperar que amanhã chegue para substituir o dia de hoje.

Mudando

E antes que alguém me acuse de já estar mudando de posição quanto à corrida presidencial reafirmo o que já disse (diversas vezes) anteriormente: não acho que a vida de Dilma Rousseff será tão fácil assim ano que vem; acredito que o “pleito presidencial” vá para o segundo turno e não tenho essa certeza toda de que a presidente será reeleita.

O marco

Posto isso tudo é preciso voltar ao marco.

Como uma “atitude” moral a prisão dos réus da AP 470 não tem importância alguma.

As pessoas mudam de opinião (de moral?) assim como trocam de calcinha ou de cuecas.

É irrelevante o que as pessoas acham ou deixam de achar da prisão.

Como uma “atitude” ética pode ser. Pode, desde que se julgue o “Mensalão Tucano”, se prenda o Paulo Maluf (que nem ao Paraguai pode ir, caso contrário a cana lhe pega) e prenda também o torturador Brilhante Ustra.

Caso contrário tudo vai parecer um grande complô, uma perseguição aos petistas – como eles mesmos gostam de dizer que é.

Adeus, adeus

Há quem entenda que a prisão dos réus do “Mensalão” poderia – até outubro do ano que vem – dinamitar a candidatura de Dilma Rousseff, e, portanto, adeus PT.

Pode. Sem dúvida que pode.

Mas há quem entenda que a prisão (arbitrária?) dos réus do “Mensalão pode unir o que andava meio que desunido, especialmente vários segmentos do movimento social que andavam meio que bravos com a “governança petista”.

“O quê? Entregar o governo federal para a direita? Tome tento rapaz!”

“Alimentando a desumanidade”

No link - http://www.istoe.com.br/colunas-e-blogs/coluna/paginar/335139_ALIMENTANDO+A+DESUMANIDADE/10 - um texto do jornalista Paulo Moreira Leite, diretor da sucursal da revista IstoÉ em Brasília.

Leite fala da inadequação da “prisão em regime semiaberto” de José Genoíno e José Dirceu.

E também do ódio que as pessoas sentem dos petistas – que, a rigor, não é um ódio contra o partido e seus militante, mas sim o velho ódio das oligarquias e seus capachos a tudo o que é social.

A tudo que cheira povo.

Vale a pena ler.

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