sábado, 5 de outubro de 2013

Uma Marina sustentável e socialista contra o pragmatismo petista


Crédito da foto: www.abdic.org.br 

O PT calculou que, inviabilizada a Rede Sustentabilidade, Marina Silva cairia no ostracismo, ou, quando muito, iria para uma legenda de aluguel, o que a jogaria na vala comum dos políticos comuns.
Errou! Marina Silva foi para o PSB.
E não foi por falta de aviso. Lula da Silva já notara que, inviabilizada a Rede, a política acreana seria disputada a tapas.
Notou tão bem que tentou intermediar, em vão, a crise entre Eduardo Campos e Dilma Rousseff.
Se houvesse menos arrogância no PT, o partido teria percebido que o movimento dos irmãos Gomes, de romper com Campos, já era um indício de que Marina, inviabilizada a Rede, iria para o partido socialista.
Ficassem no PSB, Cid e Ciro Gomes seriam uma pedra no sapato marinista.
Sem eles, Marina deve ser a candidata do partido ano que vem.
Jogo de cena
A suposta dúvida de Marina estampada em 10 de 10 jornais, e a possibilidade de uma chapa puro sangue (Campos, para presidente, Marina, para vice) é puro jogo de cena. De cena política. De cena política esperta.
O PSB não irá correr o risco de montar uma chapa pura num País onde as alianças fazem mais alarido que todos os outros sons juntos.
E é esse caminho pantanoso que o PT terá de trilhar de hoje até outubro de 2014.
Calculando mal
Petistas costumam chamar gente como Serra e FHC, por exemplo, de jênio – com J mesmo.
Pois jênio é um bumerangue que voltou para a testa do Partido dos Trabalhadores.
E os seus jênios estão se atrapalhando com os números das recentes pesquisas de intenção de votos.
Viram um crescimento de Dilma de um dado cenário (em meio às manifestações) para outro (no pós-manifestações).
“Esqueceram” dos contextos, dos detalhes que fazem com que parte dos eleitores mude de opinião num piscar de olhos.
Marina a rigor não caiu nas pesquisa (como dizem os petistas e de alguma forma indicam os números). Manteve sua posição.
Dilma não cresceu, apenas recuperou, parcialmente, parte dos números que tinha antes.
E nas pesquisas nada indica que Dilma (com Marina no páreo) vença no primeiro turno ano que vem. Muito pelo contrário.
Dias históricos
Mais do que para Marina e para o PSB, ontem e hoje têm tudo para se transformarem nos dias mais importantes do Partido dos Trabalhadores.
Quem sabe se no futuro não se possa dizer que 4 e 5 de outubro foram os primeiros dias do resto da vida do PT?
O partido ainda conta com Lula da Silva, com a máquina do governo e com os projetos de inclusão social.
Convenhamos... não é pouca coisa.
Marina, de seu lado, agora não está mais só. Melhor ainda: se livrou dos verdoengos, cativa a classe média urbana, os ambientalistas, parte dos movimentos sociais e largas camadas campesinas, cuja origem é similar à sua.
É contra esse Cavalão de Tróia que os petistas terão de lutar.
Ou, para recuperar uma lenda amazônica (de onde vem Marina Silva): é a grande batalha entre o Boto Vermelho e a Cobra Grande.

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