domingo, 13 de outubro de 2013

O universo paralelo dos leitores do “Estadão”


Crédito: Na foto, Tim Maia -  fotos.noticias.bol.uol.com.br 

A cada dia me convenço mais da existência de um Universo Paralelo.

A se levar a sério alguns cientistas, existem outros sete universos, além deste que mais ou menos conhecemos.

O sete é um numeral capcioso. Ele nos remete às sete pragas do Egito.

Quando eu era criança ouvia muita gente dizer que sete “era conta de mentiroso” – talvez isso derive exatamente da narrativa bíblica referente ao Egito.

Boa parte dos cientistas reage com intolerância à hipótese dos universos paralelos.

Li ontem num perfil no Facebook um sujeito dizendo que não adianta mais criar ilusões, pois já teríamos “abandonado o tempo dos archotes” e que a vida (o universo) tem uma só origem e estamos conversados.

O que ele chama de “origem única” da vida é o Big Bang, que nem a própria ciência tem certeza de que tenha ocorrido.

Verdade absoluta = autoritarismo

A sua tese da “origem única” do universo, acrescida de que não valem mais as múltiplas explicações para o início da vida dadas por inúmeros povos em tempos diversos e distintos, o remetem forçosamente ao autoritarismo judaico-cristão (e também islâmico) do Criador que num ato de bondade teria transformado o nada em vida.

Talvez o nobre cientista não tenha se dado conta de que seu pensamento “cientificista” seja tão intolerante e questionável quanto o pensamento religioso.

Planitudes

As explicações únicas que arrumamos para justificar nossas crenças, nossa fé e nossa esperança nos levam, necessariamente, a distorções.

Um bom exemplo vem de uma professora de Geografia do antigo ginasial.

Segundo ela, a Terra e seus “acidentes naturais” são desgastados ininterruptamente pelas intempéries (chuva, sol, ventos etc.), o que derriba montanhas, assoreia rios e lagos, e levará o Planeta a um futuro de planuras e mesmices geográficas.

Na sua contabilidade cartesiana a professorinha não levava em conta furacões, vulcões, intervenções humanas na natureza e nem eventuais quedas de meteoritos.

Universo em desencanto

A cultura racional ou o universo em desencanto, como se vê, nos levam a distorções imaginárias, onde os acontecimentos e os choques de crenças não cabem.

Isso interfere na vida, no cotidiano de todos nós.

Um bom exemplo se dá na demonização das ideologias: de um lado ficam os corruptos e sanguinários esquerdistas; de outro, os vândalos e perdulários direitistas – e não há forma e jeito de conciliá-los.

Leitores do “Estadão”

Tido como o mais conservador dos veículos de comunicação do Brasil, o jornal O Estado de São Paulo faz jus aos seus leitores. Ou melhor, os seus leitores fazem jus à publicação.

Antes de prosseguir vale anotar aqui que este afalaire já colocou em dúvida a capacidade de a presidente Dilma Rousseff vencer a eleição presidencial do ano que vem.

Disse, porém, que o fator Lula não pode ser desprezado na corrida presidencial, posto já ter ele ancorado (com sucesso) as candidaturas da própria Dilma, ao Palácio do Planalto, e de Fernando Haddad, à prefeitura paulistana.

A pesquisa Data Folha, divulgada na noite de sexta-feira (outras estão pipocando por aí), indica mais que a possibilidade de uma vitória dilmista em 2014; indica uma chance bastante consistente de a presidente se reeleger em primeiro turno (coisa na qual este afalaire não acredita).

Mas o que enxergam os leitores do “Estadão”?

Um outro mundo, um outro universo. Mundo e universo espelhados em suas próprias verdades, em seus próprios mitos, em seus próprios (pré)conceitos.

Como os parcos leitores deste afalaire não têm acesso ao conteúdo do jornal paulista, coloca-se abaixo o que disseram os leitores, neste domingo, no Fórum dos Leitores.

O Fórum dos Leitores do “Estadão”

Cenário confuso
Ano que vem teremos eleições. O cenário está confuso. O racha no PSB demonstra que a presidente Dilma Rousseff não tem o controle de toda a base aliada. O PMDB quer uma fatia maior do bolo. O PT, antes hegemônico, não é mais o partido principal do processo eleitoral. O povo vê mais as pessoas que os partidos.
PAULO ROBERTO GIRÃO LESSA - paulinhogirao@uol.com.br - Fortaleza

PDT em debandada?
Parlamentares pressionam o comando do PDT a desembarcar do governo e da coligação reeleitoral de Dilma. O deputado Vieira da Cunha (RS) e o senador Pedro Taques (MT) integram o grupo que tenta convencer Carlos Lupi a discutir a saída do governo, em reunião ampliada no fim do mês. O PDT tem o Ministério do Trabalho desde 2007 e manteve a pasta mesmo diante de denúncias de irregularidades. Uma ala quer apoiar Eduardo Campos, agora que o Paulinho da Força detonou o partido. Isso vai virar um salve-se quem puder, ou quem puder se salve. O último avise o Lupi para apagar a luz.
ANTONIO JOSÉ G. MARQUES - a.jose@uol.com.br - São Paulo

Uma luz no fim do túnel
É só ter um pouco de bom senso para ver que a nossa presidenta e o ex pouco fizeram pelo País. Com a agora consolidada dupla Eduardo Campos e Marina Silva, que já trabalharam com Lula e Dilma, daqui para a frente muito mais poderá ser feito para beneficiar o nosso povo, em especial os mais necessitados. Quero acreditar que a ética e a honestidade, qualidades tão esquecidas pelo grupo petista, nortearão todas as suas ações. Essa é a única forma de o nosso país ser respeitado pelos demais. Tenho certeza que Eduardo e, principalmente, Marina continuarão na luta contra o desmatamento, punindo severamente aqueles que, em prol de seu enriquecimento, estão acabando com as nossas matas. Basta de Brasil meia-boca.
ROBERTO SOARES HUNGRIA - rosohu@bol.com.br - Itapetininga
Revolução nas urnas
O Brasil só se tornará digno de respeito para receber investimentos internacionais em infraestrutura quando suas forças políticas, independentemente de ideologias, se unirem patrioticamente para fortalecer suas instituições e pôr em níveis civilizados os 25 mil cargos federais suscetíveis de nomeação na administração direta, nas agências e estatais. Na terra de Luís XIV, que Dilma tenta imitar considerando-se "Estado", é assim. Na Électricité de France - a grande estatal na área de energia -, o Executivo só pode escolher um terço do Conselho Administrativo. Os demais cargos, definidos em lei, são ocupados por pessoas de notório saber e com ligação científica ou funcional com a estatal, representando a sociedade francesa. O mundo civilizado tem mecanismos que dificultam a vida dos políticos desonestos. Enquanto o PSDB se perde em suas disputas egocêntricas e se distancia dos interesses maiores do País e o PT, atolado na corrupção, tenta distrair o povo com Copa do Mundo, Olimpíada e seu anacrônico "yankees, go home!", surge uma nova esperança no coração dos brasileiros.
NILSON OTÁVIO DE OLIVEIRA - noo@uol.com.br - Valinhos

Essa dupla vai dar trabalho
Juntos, Marina e Campos vão dar muito trabalho ao maior cabo eleitoral do País: Luiz Inácio Lula da Silva, o especialista em eleger e dar luz a postes.
ARCANGELO SFORCIN FILHO - arcangelosforcin@gmail.com - São Paulo

Sintonia com o eleitorado
Agora, efetivamente, Eduardo Campos entra na disputa presidencial. Afinal, com Marina Silva como vice, a chapa ganha a projeção nacional de que Eduardo carecia. Estranho como surgem comentários tentando denegrir políticos pelo simples fato de terem mudado de ideia quanto ao rumo a tomar, como se ideia fixa fosse um atributo positivo na vida pública. Não gostar de Marina e/ou Eduardo é um direito, mas seria desejável que ao menos usassem argumentos minimamente aceitáveis. Se o "crime" de Eduardo e Marina foi ter deixado de acreditar no PT, eles estão em sintonia com imensa parcela do eleitorado brasileiro.
JÚLIO FERREIRA - julioferreira.net@gmail.com - Recife

Cabo eleitoral às avessas
O PT tem-se mostrado o melhor cabo eleitoral dos partidos oposicionistas: toda tentativa de enfraquecer os adversários políticos tem apenas fortalecido as campanhas eleitorais da oposição.
VAGNER RICCIARDI - vbricci@estadao.com.br - São Vicente

A reinvenção de Marina
Marina morena, você assustou. Depois da ridícula, embora legal, não aprovação do seu partido (sem representatividade popular, com mais de 19 milhões de votos...), Marina mostrou ter capacidade de se reinventar. Para os que já haviam começado a demonizá-la, criando-lhe uma personagem entre religiosa fanática e ingênua, foi um golpe duro de ser assimilado. Inteligente, mostrou desprendimento político no curto prazo, o que reafirma e fortalece sua presença no cenário nacional. E revitaliza o papel da pífia oposição, que nos últimos anos tem sido o pior possível. No novo cenário, apesar da enorme vantagem que o cargo lhe confere, veremos como a presidente vai demonstrar a que veio, como conseguirá (?) reverter o descaminho a que tem levado o Brasil. Vai precisar aumentar o salário do marqueteiro!
MARIA LUIZA FEITOSA DE SOUZA - souzamlu@uol.com.br - São Paulo

Mulher de coragem
Marina surpreendeu todos, até o marqueteiro oficial de plantão. Ao aliar-se a Campos tomou uma posição corajosa de não necessária proeminência na candidatura. E ao nomear este governo como chavista, pôs o reinado a nu. Deu nome aos bois. Mostrou a força do sistema, o aparelhamento de instituições, o pouco respeito à democracia. Teve a coragem que se esperava dos demais opositores, que até agora não se pronunciaram com igual contundência e firmeza. Há, no mínimo, uma novidade política no antes céu de brigadeiro.
SERGIO HOLL LARA - jrmholl.idt@terra.com.br - Indaiatuba

Marqueteiro
A pessoa mais influente no governo federal é o marqueteiro João Santana. Ele dirige a presidente Dilma Rousseff como um diretor de cinema dirige uma atriz. Ela age e fala conforme o que ele diz. Então proponho: chega de intermediários, João Santana para presidente!
CLODER RIVAS MARTOS - closir@ig.com.br - São Paulo

Eleições 2014
O marqueteiro do PT vaticina que Dilma ganhará no primeiro turno em 2014, pois haverá uma antropofagia de "anões" opositores. Um profissional vencedor, como mostra o seu currículo, não teria necessidade de menosprezar os concorrentes de sua cliente, ainda mais que os quase 11 anos de governo petista não autorizam usar o nome "Olimpo" para planar. Quem sabe não desponte entre os "anões" uma trufa saborosa para derrotar um cogumelo indigesto.
Flavio Marcus Juliano -  opegapulhas@terra.com.br - Santos

Ainda é cedo
A arrogância do marqueteiro petista, cantando vitória antes do tempo ao declarar que Dilma vencerá já no primeiro turno das eleições de 2014, é o caminho mais curto para a derrota. Estão é com muito medo, pois só quem se sente ameaçado produz pérolas falsas como esta. Mas é por tal amostra de prepotência que se faz necessário acabar com a hegemonia do PT, pois sem alternância no poder jamais teremos uma democracia de fato assegurada.
Eliana França Leme -  efleme@terra.com.br - São Paulo

Desmascarando a gerentona
O marqueteiro João Santana, que pinta uma Dilma competente e gerentona, precisa explicar aos brasileiros até onde vai a enganação da presidenta. Dona Dilma é a presidente do pibinho de 1%, é a presidente da redução dos lucros da Petrobrás em 36%, é a presidente da redução da produção industrial em 3,6% e é a presidente da redução da produção dos bens de capital, aqueles que geram investimentos, em 11,7%, tudo isso em 2012. O cenário de 2013 não é nada animador, e ainda assim a presidente Dilma cresce nas pesquisas? Quem está sendo beneficiado com essa enganação toda? Tudo bem que a oposição não tem coragem de contestar as trapalhadas da presidente, mas os números estão aí. Custa mostrar aos eleitores essa matemática? Para que serve o tempo de TV que os partidos têm, para enganar a população? Basta de conformismo, acordem, partidos que não bebem do mesmo vinho oferecido à base aliada, os números não mentem e as consequências dessa política desastrada já se faz sentida.
Izabel Avallone -  izabelavallone@gmail.com - São Paulo

Sinais
Para quem sonhava há algum tempo em ver o fim desta ditadura petista, essa alvissareira debandada geral e essa crescente retirada de apoio ao governo ocorridas nos últimos dias são claros sinais que o barco está afundando.
Ronaldo Gomes Ferraz -  ronferraz@globo.com - Rio de Janeiro

Herança maldita
Quem quiser conhecer a "herança maldita" que os governos petistas estarão deixando para o futuro, basta ler o excelente artigo de José Serra "Para romper a inércia do atraso" (10/10, A2). Além da lista de sérios e preocupantes problemas levantados por Serra, gostaria de acrescentar os que acho serem os piores deles: a cultura de dependência no governo, o populismo eleitoreiro, a demagogia, as mentiras deslavadas sendo veiculadas por campanhas publicitárias e a impunidade dos que deveriam ser os mais responsáveis. Infelizmente, estamos alimentando vícios que propiciam a inércia e garantem nosso atraso diante de um mundo cada vez mais eficiente e competitivo. O brasileiro terá de entender que país rico não se resume a país sem pobreza, mas sim àquele que valoriza a educação, o valor do trabalho produtivo e o bem-estar social através de leis fortes, bem aplicadas em todos os níveis da pirâmide, começando de cima. Precisamos de governos que eduquem nosso povo mais e melhor pelos bons exemplos. O resto é enganação, prejudicando o Brasil que trabalha, para se manter no poder e garantir a vida fácil dos companheiros. Será esta a herança que queremos para nossos netos?
Silvano Corrêa - scorrea@uol.com.br - São Paulo

Plano B
Diante dos novos acontecimentos na política do País, conforme as pesquisas eleitorais, em 2014 o PT já tem um plano B, uma vez que o 2.º turno para a eleição de presidente da República é a única previsão certa. Lula candidato no lugar da atual presidente, que poderia até ser seu vice.
Olympio Félix A. Cintra Netto - olympiofelix@gmail.com - Bragança Paulista

Lula em Pernambuco
"Lula age para PT ter palanque forte em Pernambuco." Lula da Silva ameaça o Estado de Pernambuco com seus tentáculos de destruição, após Marina Silva ter-se juntado a Eduardo Campos. O poder a qualquer custo é o lema da quadrilha. Cuidem-se, pernambucanos.
Jose Roberto Iglesias - rzeiglesias@gmail.com - São Paulo

Democracia
A união do PSB de Eduardo Campos com Marina Silva abalou o governo e o senhor Lula da Silva – não sabe como agir diante de ações democráticas. Se houver outra parceria do PSDB, de Aécio Neves com Geraldo Alckmin ou José Serra, o sr. Lula fica de cama.
Celso de Carvalho Mello - celsosaopauloadv@uol.com.br - São Paulo

O ‘dedazo’ de Lula
Não consigo entender as discussões sobre uma possível candidatura de Marina Silva a presidente do Brasil em 2014, sendo que todas as pesquisas apontam vitória folgada daquele que Lula indicar. Sabiamente, o PT construiu uma base eleitoral sólida e fiel entre as populações de baixa renda, classe média e demais setores beneficiados com seus programas assistenciais ou de crédito. Paradoxalmente, temos um governo sintonizado com os anseios do povo brasileiro, historicamente individualista e receoso de mudanças, onde a satisfação pessoal e o imediatismo superam o coletivo e comunitário. Convenhamos que o crescimento do Brasil é pífio e a inflação tem sido contornada à custa de desoneração fiscal e da diminuição do consumo, enquanto educação, saúde, infraestrutura e demais serviços básicos continuam precários e com baixa qualidade. Acrescento que os eleitores petistas e o próprio governo nem sequer leem jornais, e aqueles que o fazem já estão doutrinados a ignorar todas as críticas.
Daniel Marques -  danielmarquesvgp@gmail.com - Virginópolis (MG)

O inferno são os outros
Talvez pelo fato de Marina Silva, que se filiou ao PSB, e o senador Aécio Neves baterem na tecla de que está na hora de acabar com o "chavismo" do PT é que não conseguem nada. Em vez de se preocuparem com eles próprios e mostrarem um plano de governo, ficam preocupados com os outros. Parece, traçando um paralelo com o futebol, que o PT é o time a ser batido. Vai ser difícil. É a maior bancada da Câmara e, tendo como aliado o PMDB, vira uma tarefa para McGyver. Estes dois partidos são um cancro para o Brasil, mas os outros não sabem combatê-lo. Não é falando do outro, como estão fazendo Marina Silva e o senador Aécio Neves, que vão conseguir. Eles têm de mudar o discurso, senão nas eleições de 2018 vão continuar dizendo a mesma coisa.
Panayotis Poulis -  ppoulis46@gmail.com - Rio de Janeiro

Terceira via
Não adiantou a má vontade dos cartórios nem os seis votos contrários do (P)TSE. Aí está o PSB – Partido "S(ustentabilidade)" Brasileiro, com a inovadora chapa-sorriso Marina-Campos para o embate com a desgastada dupla Dilma-Lula, em 2014. Surge a terceira via, feliz combinação da sonhadora com o pragmático, que põe fim à bipolarização eterna das eleições brasileiras, abrindo caminho à oposição, em duas frentes, contra o PT vale-tudo. Como disse Eduardo Campos, evocando um poema, "onde não há caminho, nós voamos". Muda, Brasil! Fora PT!
J. S. Decol - decoljs@globo.com - São Paulo

Luz
O Brasil já teve um Silva na Presidência, agora poderá ter uma Silva na vice, se Eduardo Campos vencer as eleições em 2014. É um novo desafio que muda o cenário em disputa e abre luzes para a descubanização do País.
Carlos Henrique Abrao -  abraoc@uol.com.br - São Paulo

Eduardo e Marina
Alguns da oposição chamam ambos de "anões" e de "zeros". É claro que não são. Na verdade, não esperavam a junção, e se ambos forem candidatos a presidente e vice, Eduardo Campos e Marina Silva, pela legenda do PSB, certamente agregarão mais outras legendas e conseguirão maior tempo na TV. O time de dona Dilma Rousseff está muito confiante, mas em política as coisas mudam e revertérios podem ocorrer, como nos mostra a história. O tempo será o melhor julgador.
José C. de Carvalho Carneiro -  carneirojc@ig.com.br - Rio Claro

Jogar o jogo
Tanta gente ficou contente com a aliança entre Marina e Eduardo Campos que parece que tem um daqueles nove dedos nessa jogada...
Victor Germano Pereira -  victorgermano@uol.com.br - São Paulo

Pode não acabar bem
Decisões de afogadilho apresentam surpresas ao serem anunciadas e possibilidades de desencontros posteriores. Marina Silva convidou-se para ingressar transitoriamente no PSB, de Eduardo Campos, por motivo óbvio. Noticiou-se em primeiro lugar que havia aceitado ser sua candidata a vice. Ela própria tergiversou sobre esse ponto, embora não o negasse e considerasse que a candidatura de Campos à Presidência da República "estava posta". Menos de três dias depois, já diz coisa muito diferente: dizendo que ambos têm possibilidade de encarar a Presidência. Isso não pode acabar bem, ou, pelo menos, isso pode não acabar bem.
Ademir Valezi -  valezi@uol.com.br - São Paulo

Coisa combinada
Frases inconsequentes de Marina Silva tais como "ambos são viáveis como candidatos em 2014", referindo se a ela própria ou a Eduardo Campos, não levam a nada, muito pelo contrário, desagregam logo de início. É tudo que o PT quer. Parece até coisa combinada.
José Piacsek Neto - bubanetopiacsek@gmail.com - Avanhandava

Contestada
A ex-senadora Marina Silva, recém-filiada ao PSB, foi contestada de imediato em sua declaração de que tanto ela como o governador Eduardo Campos são possíveis candidatos à Presidência nas próximas eleições. De forma clara e objetiva, a direção do partido informa que o candidato já está escolhido. Será que a situação entre os socialistas vai se manter tranquila por muito tempo? As muitas variações do campo político exigem cuidado nas manifestações dos que estão diretamente envolvidos. Ainda mais quando o fato envolve uma candidatura ao cargo maior da República.
Uriel Villas Boas -  urielvillasboas@yahoo.com.br - Santos

Vice Desmoralizado
Paulo Bernardo, ministro das Comunicações, declarou que no Brasil ninguém vota em função do "vice", dando desta forma o pontapé inicial ao ataque e à campanha difamatória que se inicia pelo PT diante da filiação de Marina Silva ao Partido Socialista Brasileiro (PSB), de Eduardo Campos. Além do que, desmoralizou o "vice".
Angelo Tonelli -  angelotonelli@yahoo.com.br - São Paulo

Cuidado
A candidata Marina diz ao que veio. Ex-petista "cumpanhera" da caterva mais abjeta da política nacional, ex-ministra de Lula, recusa apoios. Por não virem de evangélicos? De esquerdistas? De liberais? De alfabetizados? De democratas? De quem, enfim? Não é fácil saber o que passa pela cabeça de uma candidata tão anódina como dona Marina. Aos eleitores "sonháticos" e "programáticos", recomendaria cuidado com os possíveis tropeções de nossa Madre Thereza de Calcutá.
Mário Rubens Costa - costamar31@terra.com.br - Campinas

O sonho acabou
A ex-senadora Marina Silva, com a "inestimável ajuda" de seus companheiros, além de não ter conseguido registrar o seu almejado partido, a Rede, e ficar praticamente fora da corrida presidencial, está fazendo com que o PT caminhe a passos largos no sentido de concretizar o seu grande sonho de se perpetuar no poder. É como se diz: quem espera sempre alcança!
José Marques - seuqram.esoj@bol.com.br - São Paulo

Mais do mesmo?
Marina Silva tem-se mostrado uma mulher de "vizão". Apoiou Lula e foi sua ministra. Não deu certo, renunciou e abandonou o PT. Entrou para o PV, candidatou-se e perdeu a eleição. Então apoiou Dilma e abandonou o PV. Parece que não gostou. Mostrou-se incompetente para oficializar seu próprio partido. Agora diz que seu candidato será Campos, do PSB. Acho que na "vizão" dela teremos mais do mesmo. Todos são originários do mesmo do mesmo grupo.
Euclides Sordi -  euclidessordi@hotmail.com - Maringá (PR)

A rede
Marina Silva e Eduardo Campos constituíram uma rede política que, com suas malhas, no próximo pleito eleitoral à Presidência da República, e com a força do voto consciente, irá balançar para se apurar quais partidos são prós e quais são contra a redenção, a dignidade e a honradez, para livrar o nosso Brasil da politicagem corrupta ativa e passiva que não tem fim, e para que o voto seja livre, e não comprado pelo vil dinheiro, e possamos ver que, ao votar, parafraseando nosso Hino Nacional, "o sol da liberdade em raios fúlgidos, brilhou no céu da Pátria nesse instante".
Antonio Brandileone - abrandileone@uol.com.br - Assis

Joguinho
Marina Silva, que sempre comeu na mão do PT, agora no PSB com Eduardo Campos, juntos com partidos aliados, só fazem um grande joguinho, enfraquecendo qualquer oposição para ver quem continua comendo na mão de Lula.
Roberto Castiglioni - rocastiglioni@hotmail.com - Santo André

Brasil esquizofrênico?
Observando assim por cima o cenário político brasileiro e as perspectivas eleitorais para 2014, vê-se, de forma clara, a ausência de uma candidatura que se assuma à direita do espectro ideológico. Ninguém, aqui, se diz conservador ou "de direita", o que é singular, dado que o Brasil é um país conservador, cristão, de maioria católica em que a liberdade, a democracia, a propriedade privada e os direitos humanos são amplamente valorizados, mas relativizados na ótica socialista. Como explicar nossa inclinação à esquerda? Nações que experimentaram o socialismo – lembrando que o PT e o PSB são partidos socialistas que flertam com o marxismo-leninismo – sofreram com a perseguição religiosa, política, racial, etc. Suas sociedades perderam todas as suas liberdades e foram expropriadas de seus bens e direitos mínimos pelos socialistas. Também tiveram seus "direitos humanos" menosprezados num ambiente político que perseguia dissidentes e desqualificava a democracia o pluralismo e a alternância no poder. Derrubado o Muro de Berlim, vários desses países chegaram ao cúmulo de pôr na ilegalidade a simples exibição de símbolos socialistas, tal foi o repúdio desses povos àquilo que experimentaram "na pele". O Brasil, ao que tudo indica, e indo na contramão (para variar), segue rumo a esse despenhadeiro. Se as urnas de 2014 apontarem Dilma (PT) e Eduardo Campos (PSB) para o 2.º turno, teremos uma disputa presidencial entre dois partidos socialistas numa sociedade que, supostamente, repudia o ideário marxista. Viramos, afinal, um país esquizofrênico?
Silvio Natal - silvionatal49@gmail.com - São Paulo

Nossa identidade
Somos todos filhos de uma pátria. A luta pela formação da nossa identidade, com a nossa emancipação social e política, virá através da educação, da valorização e do reconhecimento do papel e da importância do professor nessa formação. O nosso sistema não se altera sem a construção de uma base política. O sistema não se sustenta sem a participação do povo. Enquanto não nos consolidamos como um povo com identidade própria, vai surgir um sistema que será lançado, regurgitado, de cima para baixo. Um sistema vulnerável e instável que protege apenas com os caciques, com os donos do poder. Sofremos as fortes influências de personalidades, dos caciques, dos que mandam. É um sistema totalitário e de absolutistas. Ensinaram-nos um passado que não conhecemos, sem perspectivas de futuro. O caciquismo e o mandonismo são uma característica marcante na nossa cultura política. Perdem-se os dedos, mas não se perdem as alianças. Preservam-se a integridade dos territórios e o povo continua sendo um mero coadjuvante. Um espectador convocado para dar legitimidade à organização do Estado de Direito, nem sempre democrático, apenas votando, cumprindo um dever cívico com a Pátria, salve, salve.
Sinésio Müzel de Moura - sinesiomuzel.demoura@gmail.com - Campinas

O carro Brasil só tem a ré
Enquanto no Rio de Janeiro e em São Paulo os Black Blocs, que em vez de vândalos devem ser chamados de bandidos, desafiam a Polícia Militar, agredindo-as e tendo ainda na sua retaguarda a defesa da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a desconstrução do Brasil segue em marcha cadenciada e regular por um governo que tem como único objetivo o poder pelo poder. O descaso com a saúde, a economia, a educação básica os transportes e a segurança são assuntos do dia a dia nos noticiários. Nos testes internacionais do ensino básico carregamos lima das piores avaliações. E o que dizer do ensino superior, uma autêntica fábrica de canudos e bacharéis? O mais recente Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), aplicado em 2012, aponta o fracasso do ensino superior que reflete as deficiências do ensino básico. Avaliados 7.228 cursos em 1.600 instituições públicas e privadas, constatou-se que 30% dos cursos receberam conceito 1 e 2, enquanto 24,4% receberam nota 5. Numa escala de 1 a 5, 43,9% recebeu conceito 3. O que chama a atenção é que 30% corresponde a cursos REPROVADOS. Pelo último ranking da Times Higher Education (THE), a Universidade de São Paulo (USP), que no levantamento anterior estava entre as 200 melhores do mundo, em 2013-2014 desabou entre as 226 e 250. Não há mais nenhuma instituição brasileira na elite do ensino superior, nem mesmo a Universidade de Campinas (Unicamp). Só nos resta uma mudança drástica em outubro de 2014.
Jair Gomes Coelho - jairgcoelho@gmail.com - Vassouras (RJ)

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