quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Cientologia é só uma velha roupa nova




Crédito da foto: Elisabeth Moss  - www.deadline.com

Já que estou fazendo uma pesquisa sobre as religiões new age no Planalto Central (para roteirizar um documentário), resolvi dar uma olhada no que vem a ser mesmo essa tal de Cientologia.

Por aqui não há nada, mas existem duas igrejas – uma na Vila Mariana e outra no Tatuapé, além de um grupo religioso em Jundiaí (tudo em São Paulo, como se vê) - isso segundo Lucia Winther, uma brasileira que viveu nos EUA e que está tentando divulgar a religião pelo País.

Diz ela também que “um grupo itinerante de Ministros Voluntários de Cientologia” está espalhado por esses três lugares paulistas e mais Salvador, propagando a nova fé (que não é tão nova assim). Ainda segundo ela, em entrevista à revista IstoÉ, em 2010, 200 brasileiros aderiram à religião new age.

Impressionante

Não fui escarafunchar em bibliotecas ou comprar livros para tentar saber o que é mesmo a Cientologia.

Fui de internet mesmo, e acabei ficando impressionado.

A lista de livros sobre cientologia disponibilizada no Wikipédia é impressionante (veja neste link: http://pt.wikipedia.org/wiki/Cientologia).

Não me impressionou que gente como John Travolta, Kirstie Alley, Lisa Marie Presley, Tom Cruise, Chick Corea e o brasileiro Ronnie Von sejam seguidores, mas me impressionou que Elisabeth Moss, a secretária Peggy Olson, da série Mad Men, seja.

O que faz uma garota escolarizada e que nasceu em 1982, em Los Angeles, no meio disso tudo?

Aliás, Elisabeth Moss é lindíssima e tem aquela carinha clássica dos anos 30 do século passado.

Orientalismo

Tenho percebido nos textos acadêmicos que estudam os novos fenômenos religiosos no Ocidente (religiosidade) um erro elementar ao identificar como novidade impactante a onda orientalista, ou melhor, dizendo, de religiões orientais, especialmente o budismo, o zen-budismo e o hinduísmo, nas crenças e na fé desta banda do mundo de meados do século passado para cá.

Não é verdade. A Sociedade Teosófica, fundada pela russa Helena Blavatsky, e o espiritismo kardecista, do francês Allan Kardec, remontam a meados do século 19. Ambas tem fortes influências do orientalismo.

Blavatsky alegava ter vivido inúmeras experiências fantásticas e entrado em contato com mahatmas.

Mahatma quer dizer grande alma, um grande espírito na tradição hinduísta. Gandhi era um mahatma.

Já o kardecismo mistura cristianismo (fé em Deus), bramanismo (transmigração da alma) e mediunidade (que tanto diz respeito ao bramanismo, quanto ao hinduísmo).

O que é, o que é?

Mas nos socorramos mais uma vez da Wikipédia (http://pt.wikipedia.org/wiki/Cientologia) para saber o que vem a ser mesmo a Cientologia:

Cientologia é um conjunto de crenças e práticas relacionadas criado por L. Ron Hubbard (1911–1986), começando em 1952, como sucessor ao seu sistemas de auto-ajuda chamado Dianéticas. Hubbard caracterizou a Cientologia como religião e em 1953 incorporou a Igreja da Cientologia em Camden, Nova Jérsei.
Cientologia ensina que as pessoas são seres imortais que se esqueceram de sua verdadeira natureza. Seu método de reabilitação psiquiátrica espiritual é um tipo de aconselhamento conhecido como Auditoria, no qual os praticantes visam reviver conscientemente os eventos dolorosos ou traumáticos de seu passado a fim de libertar-se dos seus efeitos limitantes.
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A Dianética usa uma técnica de aconselhamento conhecido como auditoria, desenvolvida por Hubbard para permitir lembrança consciente de eventos traumáticos no passado de um indivíduo. Esse sistema foi originalmente destinado a ser um novo tipo de psicoterapia e não era esperado se tornar a base de uma nova religião. Hubbard definiu a Dianética de várias maneiras como uma tecnologia de cura espiritual e uma ciência organizada do pensamento. A declarada intenção da Dianética é libertar os indivíduos da influência de traumas passados ​​pela sistemática exposição e remoção das reminiscências que esses eventos deixaram para trás, em um processo chamado de limpeza.

Sem novidades

Ou seja, o que Hubbard fez foi se apropriar de dogmas de religiões diversas e acrescentar o conceito do karma, que já aparece no Budismo, no Hinduísmo, no Jainismo e na religião Sique.

Dizem seus desafetos e ex-seguidores que Hubbard é um espertalhão que trocou os seus escritos sobre ficção científica por uma religião que lhe dá tranquilidade e mais dinheiro.

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