quinta-feira, 31 de outubro de 2013

A oposição precisa de Garrincha para vencer Dilma Rousseff ano que vem



Crédito da foto: ball72.com

Reza a lenda que Garrincha teria perguntado ao técnico Vicente Feola se ele já combinara com os russos(sic) as jogadas para a partida entre Brasil e URSS, na Copa do Mundo de 58, em Gotemburgo, na Suécia.

É provável que esse diálogo nunca tenha acontecido, mas mesmo assim dá conta de que Feola explicara ao ponta-direita da seleção  o que ele deveria fazer em campo para vencer a marcação soviética e cruzar a bola para o centroavante Vavá.

Vale recordar que, com a lenda ou sem ela, o Brasil venceu os soviéticos por 2 a 0 e os dois gols foram do centroavante pernambucano, que à época jogava pelo Vasco da Gama (RJ).

Underground

Garrincha está para o futebol assim como o recém-falecido Lou Reed está para rock experimental e o punk.  

Nenhum dos dois precisou que lhes dissesse o que fazer da vida, e ambos, às suas maneiras e modos, fazem parte do universo underground, e são seguidos (e serão por muitos e muitos anos)  e imitados mundo a fora.

No Brasil, especialmente no Rio de Janeiro, escreve-se udigrudi, um misto de deboche e bobagem que herdamos do extinto O Pasquim, no seu nacionalismo tacanho e na sua enorme incapacidade de entender o que estava rolando no mundo dos anos 60 e 70.

O Pasquim, para quem não sabe, era um semanário de oposição ao regime militar (1964-1985), mas que estava um pouco deslocado no tempo e no espaço, com sua ideologia nacionalista que já fora ultrapassada, em 1922, pela Semana de Arte Moderna.

Lendas de ódio

Um sítio da internet ligado ao PSDB tem, há anos, espalhado um sem-número de histórias que visam basicamente atingir ao PT e desgastá-lo junto à opinião pública.

São coisas do tipo “enriquecimento” de Lula da Silva e de Lulinha, seu filho; compra de fazendas e de jatinhos com dinheiro desviado do “Mensalão”; relações promíscuas do Partido dos Trabalhadores e do ex-presidente com Fernandinho Beira-mar e as Farcs.

Nada disso “colou” ainda, tanto assim que Lula da Silva já foi chamado de teflon.

Mas insistir vale a pena.

Novas lendas

Duas novas lendas (uma delas até prevendo o futuro) ganham força, neste momento, nas redes sociais: a Copa do Mundo de 1986 e as eleições de 2014.

Copa de 1986

Uma delas recorda que o presidente João Baptista de Figueiredo, o último dos generais-ditadores, recusou o convite da Fifa para que o País sediasse a Copa do Mundo de 1986.

Figueiredo – que gostava mais de cavalos do que de seres humanos – teria respondido preferir gastar dinheiro com saúde e educação do que na construção de estádios e infraestrutura para o torneio, numa nada sutil referência à gastança do PT para a Copa de 2014.

A história é parcialmente verdadeira. Figueiredo realmente não aceitou a responsabilidade.

O resto é invencionice pura e malandragem.

A Copa de 1986 seria disputada na Colômbia, mas o governo local  recuou no meio de 1982, alegando que o País andino passava por graves problemas econômicos e enfrentava seguidas revoltas populares.

A Fifa procurou o México e o Brasil para ver quem aceitava substituir a Colômbia.

Ambos, México e Brasil, possuíam a infraestrutura exigida, à época, pela Fifa: estádios, aeroportos e rede hoteleira.

O México aceitou, o Brasil não.

O Brasil também passava por graves problemas econômicos (fruto da gastança generalizada do regime militar), enfrentava uma inflação galopante e já entrara na reta final do processo de redemocratização.

Não havia clima político para realizar uma Copa do Mundo por aqui na época.

Eleição presidencial de 2014

Corre solto pelas redes sociais uma “continha” pra lá de marota.

Candidatos à Presidência da República em 2014 pela oposição, Eduardo Campos (PSB) vence o primeiro turno em Pernambuco, e Aécio Neves (PSDB), em Minas Gerais.

Quem dos dois tiver mais votos vai para o segundo turno contra Dilma Rousseff.

Isso, mostra a “continha”, somaria os votos de Aécio aos de Campos ou os de Campos aos de Aécio. E assim se fará a luz, e se tirará do PT do Palácio do Planalto.

Aqui há que se voltar à logica do Garrincha: “já combinaram com os russos?”, ou melhor, com as outras 25 unidades da Federação?

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