terça-feira, 24 de setembro de 2013

Vais pr’aonde, nave Terra?


Crédito da foto: www.infoescola.com

Com pouco mais de 7 bilhões de seres humanos, o mundo está num beco sem saída.

Da população total, apenas 5% (350 milhões) são ricos.

A classe média soma 2,03 bilhões de pessoas (29%).

Os pobres (66%), 4,620 bilhões.

“Os países desenvolvidos já ultrapassaram o limite de consumo de matérias-primas naturais. Se todos os habitantes da Terra tivessem o mesmo padrão de consumo dos norte-americanos, nós íamos precisar de quase cinco planetas para dar conta das demandas da população”, afirma o diretor executivo da Conservação Internacional, André Guimarães, com base do IPCC, divulgados ontem pela ONU.

Nessa enorme faixa de 66% de pobres há gente que vive com um mínimo possível (que lhe dá, no máximo, uma refeição por dia) até os sobreviventes dos 2 dólares mensais.

A seguir seus modelos de vida, precisaríamos apenas de 10% da Terra para continuar (sobre)vivendo.

Alguém se habilita?

Malthus

No longínquo século 18 (mais precisamente em 1798) Thomas Robert Malthus lançou um ensaio-bomba-alarmista (An Essay on the Principle of Population - Um ensaio sobre o princípio da população) que assustou muita gente.

A frase síntese do ensaio todos conhecem: “A população cresce em escala geométrica...”

O economista britânico foi atacado à direita e à esquerda, desmentido, ridicularizado.

De acordo com os críticos de Malthus, um bom planejamento e boas políticas públicas seriam capazes de dar um jeito na fome do mundo.

Não apenas não se deram, como fomos jogados numa enrascada difícil de ser vencida.


Todos contra a parede

As críticas a Malthus são ilustrativas por terem vindo tanto de fanáticos liberais, como de  esquerdistas radicais.

E o que os une?

A fé cega na ciência, na tecnologia, no desenvolvimentismo.

E por que os une?

Por que ambos – o liberalismo econômico e o comunismo marxista – têm os mesmos pais,  a mesma origem, a mesma gênese: o dogmatismo judaico-cristão.

”Crescei e multiplicai”.

É do pensamento judaico-cristão que se extrai a ilusão da submissão da natureza ao ser humano; da capacidade do ser humano em produzir conhecimento indefinidamente, conhecimento este capaz de eliminar a fome e gerar a felicidade eterna, num monumental happy end orgástico.

Caetano Veloso

Diante de tanta certeza, cercada por tanta fome e desesperança, melhor mesmo é ouvir Caetano Veloso?

“Terra”

“Um Índio”

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