sábado, 28 de setembro de 2013

Prisão de Cláudia Trevisan: de caso de polícia a uma pantomima circense


Crédito da foto: onjr.wordpress.com

Se costuma dizer que o brasileiro carnavaliza tudo: de casos sérios e importantes, a bobagens sociais irrelevantes.

Pois é exatamente isso que está acontecendo, neste momento, com a prisão da jornalista brasileira Cláudia Trevisan pela polícia norte-americana, no campus da Universidade de Yale, na última quinta-feira.

O caso aconteceu há dois dias, mas só agora alguns jornalistas acordam para a gravidade da violação de direitos e o desrespeito a uma (boa) profissional de imprensa.

Mas como nunca é tarde para comportamentos esdrúxulos e sem sentido, o caso já gerou algumas especulações.

A principal delas é que a ordem de prisão de Cláudia Trevisan teria partido do presidente Joaquim Barbosa, que dava uma palestra fechada aos acadêmicos na universidade de Connecticut.

Alguns dos graves problemas dos brasileira passam pelo atropelo da Lógica e pelo pouco domínio da Semântica.

Lógica atropelada

Não tem o menor sentido especular – como já fizeram vários jornalistas ligados ao Partido dos Trabalhadores – que Joaquim Barbosa teria mandado prender a jornalista.

Ele não tem poderes para isso.

Há um velho ditado que diz o seguinte: ”sapo de fora não chia”.

Uma jornalista, que está mais para militante das “causas sociais” do que para profissional de imprensa, quer que Barbosa explique por que Cláudia Trevisan foi presa.

Acuma!?!?

Não sei se esse tipo de exigência é uma crise aguda de idiotia, ou se a militante acredita mesmo que Barbosa possa e deva explicar o ato arbitrário praticado por autoridades públicas de um país estrangeiro.

Semântica atropelada

Um sujeito, comentando a postagem de uma amiga no Facebook, disse que o texto de Nassif (que especulou sobre a suposta ordem de Barbosa) era fake.

Uau! Fake?

Fake é uma coisa falsa, uma informação – propositadamente ou não - divulgada sem a devida comprovação dos fatos.

Uma mentira, deliberada ou não.

O que Nassif fez foi uma insinuação, portanto, uma especulação.

Disse que... achava que... supunha que...

E assim segue a nossa mediocridade…

Nosso pouco apreço à Logica e à Semântica.

Salve Cláudia Trevisan.

Todo nosso apoio a você enquanto mulher, enquanto profissional (competente).

Mas sem atropelar a Lógica e a Semântica.

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