sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Política, racismo, mulher, menores, consumo: ô sexta-feira agitada



O jornalista britânico George Monbiot está acusando a Apple de crimes ambientais e de exploração de menores de idade, na Indonésia.

Nada que a Apple já não tenha feito anteriormente.

Monbiot fala da extração de estanho na ilha de Bangka (Indonésia) para a produção de celulares (o recém-lançado Iphone5 é um deles).

O jornalista também fala do frenesi consumista a cada lançamento da Apple.

Acrescente-se aqui: boa parte dessa gente que corre para as lojas visando adquirir as novidades da Apple se diz preocupada com a injustiça social, com a corrupção e com o meio ambiente.

Então tá então.

Lei Maria da Penha

O Ipea divulgou ontem um estudo mostrando que a edição da Lei Maria da Penha não teve impacto no índice de crimes contra a mulher.

Mas não disse que a Lei é incompetente para conter o crime.

Quem está dizendo isso são alguns jornalistas.

Se este jornalista que vos escreve a partir deste afalaire fosse um pouco mais burrinho teria dificuldades de entender o que os coleguinhas estão querendo dizer.

Mas não é esse o caso.

Uma lei – seja ela qual for – não é criada para conter ou não conter um crime ou um malfeito.

Muito pelo contrário: é feita para punir criminosos e malfeitores.

A diminuição ou não da violência contra a mulher (isso vale para todos os outros atos criminosos também) passa pela educação e por políticas públicas eficientes.

Terminado o problema (a violência contra a mulher, por exemplo) a lei perde a razão para existir, já que cessou a prática do crime.

Simples assim.

Preconceito na rede (1)

A publicação britânica Economist é alvo constante da militância de esquerda.

Tudo porque faz severas criticas ao governo petista.

Esperar outra atitude de uma publicação liberal seria como esperar por Papai Noel na noite de natal.

O Diário do Centro do Mundo já registrou que o único País que leva Economist a sério é o Brasil – tanto à direita, quanto à esquerda.

As críticas à publicação do Reino Unido, no entanto, são pertinentes, mas há deslizes.

Um texto do jornalista Miguel do Rosário (no blog O Cafezinho), hoje, chama atenção não pelo ataque à Economist (já que é o mesmo rame-rame de sempre), mas pelo uso da expressão “a mídia tupi” (para se referir à imprensa tradicional brasileira).

Há uma enorme carga de preconceito contra os índios nessa expressão.

O que, na prática, o blogueiro está dizendo é que índio é incompetente, e que uma mídia ruim (de acordo com sua ótica) deve sim ser comparada aos indígenas.

Preconceito na rede (2)

Há alguns dias, o Blog da Dilma (que não é da presidente Dilma, mas de um funcionário público paulista) publicou uma foto associando a imagem do presidente do STF, Joaquim Barbosa, a um macaco.

Racismo puro!

A Folha de São Paulo registrou o fato (lamentável) em matéria.

A blogosfera de esquerda reagiu, especialmente o jornalista Luís Nassif.

Em texto ontem, o jornalista tenta empurrar o problema para o lado da revista Veja, revista na qual escrevem alguns dos mais controversos conservadores da imprensa nacional.

Sem citar o colega diretamente, Nassif fala das expressões pouco lisonjeiras que Augusto Nunes despeja contra Lula da Silva: “ignorante”, "analfabeto”, “burro”, "cachaceiro” etc. e tal.

E vai mais longe: provoca a FSP ao dizer que o jornal paulista não faz esse alarido todo com relação ao que diz o blogueiro vejista.

Em parte é verdade, mas em que isso ameniza e/ou justifica o racismo do Blog da Dilma contra Joaquim Barbosa?

Aparelhamento do Estado (1)

Dia desses estive reunido com um sujeito que é militante dos Direitos Humanos, intelectual e um cara de esquerda.

Ela reclamava do “aparelhamento do Estado” e que o PT cooptou parte da militância social.

Sua critica corrobora as críticas dos anti-petistas.

Eu só não entendo esse tipo de crítica, por um motivo muito simples: quem o PT (esse raciocínio vale para o PSDB e qualquer outro partido) iria levar para dentro do governo? Os seus adversários políticos? Gente do DEM e do PSDB?

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso vivia se pavoneando por ter deixado no Banco Central e no Ministério da Fazenda gente ligada ao PT.

Eu mesmo conheço dezenas e dezenas de anti-petistas que estão nos segundo e terceiro escalões do governo da Dilma (assim como estavam nos dois governos de Lula da Silva).

Ao que consta, essas pessoas não ocuparam ou ocupam seus cargos por serem petistas ou anti-petistas, por serem tucanos ou anti-tucanos, mas sim por suas capacidades enquanto trabalhadores especializados em alguma coisa.

Aparelhamento do Estado (2)

Que as críticas sejam ou não consistentes, vale apontar aqui que está se travando uma batalha de vida e de morte no interior do Governo Federal, agora que está se aproximando a eleição presidencial do ano que vem, e , aparentemente, o PSB está rompendo com Dilma e o PT.

A briga está pra lá de muito feia. São tapas e beijos para todo  lado.

Equívoco socialista

Eduardo Campos (PSB/PE) cometeu um erro que pode ser fatal ao partido: bateu de frente com Dilma Rousseff e com o PT.

Quem está procurando colocar panos quentes na história é Lula da Silva.

Campos não sobe nas pesquisas de intenção de votos, e muitos socialistas estão de saída, já que não querem saber de uma eventual aliança com o DEM (via PSDB).

Muita gente já voltou ao partido, e o próprio Campos já está todo amor e carinho para o lado de Lula da Silva.

Só mesmo o ex-presidente para tirar Campos dessa, pois com Dilma pau é pau, pedra é pedra, e estamos conversados.

Pesquisa Ibope

Nova pesquisa do Ibope divulgada ontem (por encomenda do jornal O Estado de São Paulo) indica que a presidente Dilma voltou a subir na preferência do eleitor.

Como não poderia deixar de ser, os sítios noticiosos que registram a pesquisa estão coalhados de gente dizendo que a “pesquisa é falsa”, que “o PT comprou o Ibope”, que “eu nunca fui pesquisado e não conheço ninguém que tenha sido”, que “ninguém que eu conheça vai votar na Dilma” e outros preciosidades do gênero.

Nada diferente do que se dizia das pesquisas pré-eleitorais antes das duas vitórias de Lula da Silva e da própria Dilma Rousseff.

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Por tudo isso que se disse acima, pode-se concluir que inteligência e bom-senso são produtos escassos no mercado.

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